Seleção da Semana

O DISCURSO DO REI

, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2011 | 00h00

Nome original: The King"s Speech.

Direção: Tom Hooper.

Elenco: Colin Firth, Helena Bonham Carter, Geoffrey Rush. Estreia sexta.

E O REI SOBE DE COTAÇÃO

As bolsas de aposta do Oscar têm oscilado. Primeiro, era dada como certa a vitória de A Rede Social, repetindo a premiação do Globo de Ouro. Em seguida, O Discurso do Rei subiu. Agora é tido como favorito, com suas 12 indicações. Depois de vê-lo, você provavelmente vai chegar à conclusão de que ele tem mesmo tudo para ganhar.

O filme, baseado na história do rei George VI, ambienta-se na época mais crítica da história inglesa - e europeia - do século 20: o começo da 2.ª Guerra Mundial. É esse pepino cósmico que George (Colin Firth) terá de segurar, pois seu irmão, a quem o trono seria destinado, abdicara para se casar com uma plebeia americana. Sobrou para George, que tem uma tremenda dificuldade para um político - é gago. Como, nesse momento de crise, impor respeito com seus discursos?

Dirigido de maneira convencional, porém segura, por Tom Hooper, O Discurso do Rei relembra esses fatos históricos - numa época em que o domínio da palavra ainda era fundamental para um líder. Em especial quando se tratava de insuflar confiança em uma nação que teria anos terríveis pela frente. Hoje, talvez uma campanha de marketing resolvesse. Naquele tempo, tinha de ser no gogó. Na base da eloquência.

Desse modo, O Discurso do Rei será um filme muito falado - ou balbuciado. Um dos seus encantos maiores reside no relacionamento entre George e seu terapeuta da fala, o australiano Lionel Logue (Geoffrey Rush). O encontro dos dois não se resume a uma relação médica, mas é um encontro humano. E, como tal, feito de simpatias e repulsas, tolerâncias e impaciências, altos e baixos.

Ainda mais quando um deles é um monarca cheio de problemas e o outro, um plebeu muito pouco convencional. Podem-se encontrar limitações em O Discurso do Rei, mas passa pelo teste da emoção. / LUIZ ZANIN ORICCHIO

GERSON KING COMBO

Quando: Quarta e quinta, às 21 h.

Onde: Sesc Santana. Avenida Luiz Dumont Villares, 579, telefone 2971-8700.

Quanto: R$ 4 a R$ 16.

A LEI DE GÉRSON

Falar como um black, dançar como um black, amar como um black. Os versos manifesto de Eu te Amo, Brother!, do funk soul brother Gerson King Combo, são inequívocos. Gerson, de 66 anos, é um cantor e performer brasileiro que é conhecido como o nosso James Brown, e tem ação musical na black music anterior à de Afrika Bambaataa. Irmão de Getúlio Cortes (o compositor do hit Negro Gato), faz shows explosivos e dionisíacos com sua voz gutural e seus passos incomparáveis. É uma instituição. / JOTABÊ MEDEIROS

COMUNIDADE DE GOSTOS

Quando: Até 27/3

Onde: MAC-USP. Rua da Praça do Relógio, 160, Cidade Universitária, telefone 3091.3039.

Quanto: Grátis

DESTAQUES DA CHINA

Uma passagem pela arte contemporânea chinesa, realizada nos anos 2000, é o mote da mostra em cartaz no MAC-USP, na Cidade Universitária. São 48 obras, como a de Jin Shi , da coleção espanhola do centro de arte Iberia. / CAMILA MOLINA

ELOMAR

Quando: Terça e quarta, às 21 h.

Onde: Sesc Belenzinho. Rua Padre Adelino, 1.000, Belém, telefone 2076-9700.

Quanto: R$ 8 a R$ 32.

O BOM REGIONALISMO

Desde que lançou seus temas O Violeiro e Canções da Catingueira, faz mais de quatro décadas que Elomar deixa sua marca com um som ao mesmo tempo regionalista e universal. O músico de Vitória da Conquista pouco dá as caras em São Paulo, levando sua vida no sertão baiano. Agora, uma oportunidade rara de vê-lo em ação, com o show Elomar ao Menestrel, em que apresentará peças de seu repertório solo e em duo com o maestro João Omar. LUCAS NOBILE

ENCONTROS SOBRE FOTOGRAFIA: THOMAZ FARKAS

Quando: Sábado, às 11h30.

Onde: Livraria Cultura. Av. Paulista, 2.073, 3170-4033.

Quanto: Grátis.

FOTO EM DISCUSSÃO

A obra do fotógrafo Thomas Farkas, de tão rica, inspira infinitas discussões. Uma delas acontece no sábado, dia 12, na Livraria Cultura do Conjunto Nacionale e reunir outros dois craques, Cristiano Mascaro e Sergio Burgi. / UBIRATAN BRASIL

BALÉ DO TEATRO CASTRO ALVES

Quando: Quinta a sábado, às 21 h; domingo, às 18 h.

Onde: Sesc Vila Mariana. Rua Pelotas, 141, telefone 5080-3000.

Quanto: R$ 6 a R$ 24.

30 ANOS DE FRESCOR

A tradicional companhia de dança Castro Alves, de Salvador, passa por São Paulo com duas coreografias inéditas. O grupo, que comemora 30 anos, traz no programa novas peças de Ismael Ivo e Henrique Rodovalho./ MARIA EUGÊNIA DE MENEZES

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