Seleção da semana*

MARATONA SONORA

, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2010 | 00h00

Com tudo de graça, a Virada Cultural é um dos eventos mais esperados pelos paulistanos e, das 18 h de sábado às 18 h de domingo, o Centro da Cidade vai se transformar para acolher uma infinidade de boas e divertidas atrações, como mostras temáticas de filmes bizarros nas salas de cinema pornô, sessões contínuas de teatro na Praça Roosevelt, exposições, espetáculos de dança e circo. Mas o principal foco, como sempre, é a música popular. A maratona é de tirar o fôlego, e isso não é exatamente elogiável. É que, a cada ano mais mega, só falta micareta e rodeio pra coisa degringolar. Nesta sexta edição há mais palcos espalhados pelo Centro, além dos teatros e casas de shows que aderem à Virada, como as unidades do Sesc e o CCSP. Como tudo que cresce demais, o risco de baixa na qualidade geral é iminente. Em 2009, o palco da Av. São Paulo era ridiculamente baixo, dificultando a visão da multidão. Enfim, como é fisicamente impossível acompanhar pouco mais que um centésimo das quase 800 ofertas, a sugestão é se concentrar nos palcos com atrações de maior interesse para o seu gosto e não circular muito para não perder tempo e se cansar menos. Artistas e bandas internacionais, a maioria com mais de 30 anos de origem, devem ter prioridade, já que não estão por aí a toda hora. No palco do rock na Av. João, o Grand Mothers: Reinvented (banda que foi de Frank Zappa) abre o evento seguido do Big Brother & The Holding Co. (que acompanhou Janis Joplin). O Living Colour está na mistureba de estilos da Praça Júlio Prestes, onde tocam os cubanos Barbarito Torres e Ignacio Mazzacote (músicos menos conhecidos do Buena Vista Social Club) e até um cover do ABBA. O que restou dos Temptations bate ponto no Boulevar São João no Vale do Anhangabaú, que também terá o blues man Booker T e a sensacional Orkestra Rumpilezz, de Letieres Leite. Quatro nomes jamaicanos, incluindo o Big Youth, louvam Jah no palco do reggae na Al. Barão de Limeira. Veja programação completa no site http://viradacultural.org/programacao. / LAURO LISBOA GARCIA

CALDEIRÃO ÉTNICO

"Esse homem tem o dom da leveza!", comentou alguém ao fim de Belle Toujours. Esse homem era o então quase centenário Manoel de Oliveira e Belle Toujours, sua homenagem, releitura ou continuação do longa de Luis Buñuel, Belle de Jour (1967). O filme de Oliveira traz o reencontro entre o personagem de Michel Piccoli (vivido pelo próprio) e Sévérine (antes Catherine Deneuve, agora Bulle Ogier). É breve e alusivo. O cinema é feito pelo que diz (e mostra) e mais ainda por aquilo que oculta, e continua a significar. / LUIZ ZANIN ORICCHIO

FIGURAS FEMININAS

Para comemorar seus 15 anos, o Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) apresenta exposição dedicada às diversas formas com que o escultor moderno Victor Brecheret tratou a figura feminina. Na mostra, esculturas e desenhos. / CAMILA MOLINA

NA CARA DO GOL

"O estádio é o último lugar onde me sinto inocente." A frase expressa bem a paixão que o escritor (e também ex-goleiro) argelino Albert Camus (1913-1960), na foto, nutria pelo futebol. Tal devoção inspira a palestra Camus, Futebol e Literatura, quarta-feira na Biblioteca São Paulo, que será tratada pelo escritor e jornalista Manuel da Costa Pinto. / UBIRATAN BRASIL

O PAI DA MATÉRIA

Aos 83 anos, eis de volta Charles Edward Anderson Berry, o pai da matéria. Pioneiro do rock"n"roll, Chuck Berry cunhou os riffs que influenciaram Stones, Dylan, Beach Boys. É irascível, ensaboado e excêntrico, mas infalível. / JOTABÊ MEDEIROS

CIRCO QUE EN(CANTA)

Sabe aquela música linda sobre circo? Não importa a sua resposta, a canção está lá, em Parapapá!, novo musical da turma de Hugo Possolo. Não perca por nada. Clowns, humor físico e bichos de mentira fazem a alegria da família. / DIB CARNEIRO NETO

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