Seis grifes do Rio Moda Hype abrem sexto dia de Fashion Rio

Prêmio selecionou 12 grifes estreantes no total; Pure, Stefania e R. Groove são alguns dos destaques do evento

Clarissa Thomé, de O Estado de S. Paulo,

12 de junho de 2008 | 18h39

Seis das doze grifes selecionadas no prêmio Rio Moda Hype abriram o penúltimo dia do Fashion Rio. Rique Gonçalves, da R. Groove, levantou a platéia do desfile ao mostrar uma moda masculina descolada. Rique se inspirou nos jovens da periferia mexicana, que se dedicavam à luta livre. Camisetas com estampas descontraídas, bermudas e camisas com recortes - como nas máscaras usados nas lutas - e o xadrez preto e branco foram a tônica da coleção da grife carioca. Ótima sacada: os modelos se trombavam nas passarelas. Ao fim, o estilista mandou um recado para os pitboys na camiseta que vestia: "No me gusta pelear". Veja também:Galeria de fotos dos desfiles do Fashion Rio   ADPAC, também do Rio, abriu a tarde com ar nostálgico. As modelos estavam numa "quarta dimensão", aquela em que as crianças brincam com seus amigos imaginários, como explicou a estilista Adriana Pacheco. O universo lúdico foi traduzido em minivestidos larguinhos, com muito volume, para as meninas. Para eles, bermudas com gancho lá em baixo, como nos sarouels. A brasiliense Stefania apresentou a coleção Olhares. Os olhos (castanhos) estavam estampados num tubo bege, já os que pareciam olhos eletrônicos vinham em fundo azul. Chamou a atenção um cinto "olhar", marcando a cintura de um tubinho branco. Stefania Rosa mostrou que também é boa em ilusão de ótica. Um modelo que parecia ser um tubinho, um vestido seco e reto, revelava volumes insuspeitos, visto de costas.  Tarcísio Almeida, de Salvador, também apostou em volumes nas costas. Em alguns momentos, parecia que tinha sobrado tecido. A coleção Outro brincou com contrastes: formas ovaladas e achatadas, tecidos naturais e sintéticos. As modelos usaram confortáveis sandálias rasteiras em couro. A mineira Pure apostou em laços, babados, mangas românticas. Os estilistas Thiago Leão, Caio Vinícius e Julia Noronha inspiraram-se na Mesopotâmia. Usaram tons de areia, especiarias (canela e café). As formas estavam soltas, com cortes retos. A Oríchua, identificada como sendo de Lisboa e Florianópolis, foi a única a fazer moda praia. Usou tons de verde, marrom e bege, que lembram os movimentos das florestas, na coleção Amazônias. Marta Neto e Keyser Braga ousaram nos decotes. Materiais como marfim vegetal e argolas de madeira de mogno compunham as peças como se fossem bijuterias. O Rio Moda Hype teve um grande pecado: interrompeu os desfiles para mostrar um filme sobre a história do prêmio. Acabou tirando a paciência dos fotógrafos. Teria ficado melhor se a exibição tivesse ocorrido antes dos desfiles.

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