Reed Saxon/AP
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Segurança: médico de Jackson escondeu evidência

Alvarez foi o primeiro guarda que chegou ao quarto onde os promotores dizem que Murray administrou a Jackson uma dose mortal de propofol

Anthony Mccartney, da Associated Press,

05 de janeiro de 2011 | 18h49

Um segurança declarou nesta quarta-feira, 5, que viu o médico acusado da morte de Michael Jackson tomar um punhado de frascos de medicamentos injetáveis e guardá-los no bolso durante seus frenéticos esfoços de ressuscitar o Rei do Pop.

 

Alberto Alvarez foi o primeiro guarda de segurança que chegou ao quarto onde os promotores dizem que o doutor Conrad Murray administrou a Jackson uma dose mortal do analgésico propofol em 25 de junho de 2009.

 

Com lágrimas nos olhos, o segurança de 34 anos relatou que ficou paralisado ao ver o cantor na cama com os dois olhos fechados e a boca aberta. Acrescentou que Murray lhe ordenou então que colocasse em uma maleta marrom vários dos frascos que o médico havia utilizado, antes de pedir a ele que chamasse o número de emergências 911.

 

"Simplemente pegou um punhado de frascos e me ordenou que os pusesse em uma maleta", disse Alvarez.

 

O testemunho do segurança poderia ser a chave para colaborar com a versão dos promotores, que sustentam que com suas ações Murray demonstrou "um desvio extremo de atenção médica" ao administrar propofol ao cantor sem uma equipe adequada, para logo escondê-lo.

 

O vice-promotor do distrito David Walgren disse que na terça-feira, 4, Murray esperou até 21 minutos antes de chamar os paramédicos.

Jackson morreu antes do pedido de ajuda, assinalou.

 

Ao final da audiência preliminar, esperada para a próxima semana, um juiz determinará se há provas suficientes para levar Murray a um julgamento por homicídio involuntário na morte do cantor. Se for condenado, poderá pegar até quatro anos de prisão.

 

O cardiologista se declara inocente e seus advogados sustentam que não deu nada a Jackson que tenha podido matá-lo.

 

O amigo e coreógrafo de Jackson, Kenny Ortega, declarou na terça-feira, 4, que o cantor parecia doente durante um ensaio seis diantes antes de sua morte. Jackson se preparava para uma série de concertos em Londres.

 

Ortega disse que antes do incidente, Murray "estava preocupado por não mandar Michael a sua casa essa noite antes do previsto e de não ter lhe permitido ensaiar".

 

Segundo a promotoria, o acusado administrou propofol a Jackson cerca de seis vezes na semana, desde que foi contratado como médico pessoal do cantor em maio de 2009.

 

Outro segurança, Faheem Muhammad, declarou que Murray entrou em pânico no dia da morte de Jackson e perguntou se alguém sabia como administrar reanimação cardiopulmonar.

 

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