Segunda colocada na lista dos dez maiores da França

Crítica: Luiz Carlos Merten

O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2012 | 03h09

Críticos podem torcer o nariz, mas uma lista feita por internautas aponta Jacques Audiard, de O Profeta, como o maior diretor francês atual, seguido por Maïwenn em segundo. Alain Resnais é o decano da relação e foi parar no sétimo lugar, ele que fez clássicos como Hiroshima, Meu Amor e O Ano Passado em Marienbad.

Maïwenn pode ter sido desconcertante na entrevista, com seus monossílabos, mas vai ser difícil para o espectador não ser tocado por sua visão da violência contra crianças e adolescentes e da luta dos policiais da brigada de defesa dos menores. Como diz a diretora, ela não quis construir seu filme por meio de incidentes espetaculares. Filma o cotidiano desses policiais, e o cotidiano das barbáries contra as crianças.

O prêmio do júri que recebeu em Cannes contempla a urgência da realização e o prodigioso trabalho com o elenco. Como se dirige as crianças? Maïwenn responde: "Com tato". Ela não tentou arrancar deles o momento da verdade recorrendo a expedientes traumatizantes. Mas todo mundo está bem em cena e o espectador ainda toma um choque no desfecho, por meio de uma morte tão inesperada quanto brutal.

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