TABA BENEDICTO / ESTADÃO
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Secretário de Cultura Alê Youssef e diretora da Mário de Andrade Josélia Aguiar pedem demissão

Ex-secretário alegou 'explícitas diferenças e óbvias incompatibilidades' para deixar cargo

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2021 | 22h09
Atualizado 26 de agosto de 2021 | 14h39

O secretário de Cultura da cidade de São Paulo Alexandre Youssef e a diretora da Biblioteca Mário de Andrade Josélia Aguiar pediram demissão de seus cargos na noite desta quarta-feira, 25.

Youssef alegou em uma carta de despedida "explícitas diferenças e óbvias incompatibilidades" ideológicas como motivo para pedir sua demissão. Logo em seguida, Josélia publicou em suas redes sociais: "Acompanho @aleyoussef na decisão". 

Além dos motivos ideológicos, embora não mencione diretamente o prefeito Ricardo Nunes (MDB), Youssef também citou dificuldades para os descongelamentos de verbas em 2021 e barreiras claras para o aumento substancial do orçamento da Secretaria para 2022".

Na manhã desta quinta-feira, 26, Youssef publicou um vídeo em seu perfil no Instagram, em que explica sua decisão e se despede da Secretaria.

Já é a segunda vez que Youssef deixa a pasta. A primeira foi em março de 2020, quando tinha a intenção de concorrer na chapa de Bruno Covas à reeleição. Ele foi substituído pelo diretor artístico do Theatro Municipal, Hugo Possolo. Mas, no final, Ricardo Nunes foi escolhido para encabeçar a chapa de recandidatura de Covas na época. Em dezembro do ano passado, Covas confirmou o retorno de Youssef à pasta da Cultura.

Advogado com mestrado em filosofia política, Alexandre Youssef, que também é fundador do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, foi nomeado secretário em janeiro de 2019, após mudanças efetuadas por Bruno Covas.

Uma de suas primeiras atuações, foi o de prometer uma revisão do calendário cultural da cidade, além de promover parcerias com o setor privado.

Ao participar de uma reunião virtual da Subcomissão de Estudo e Análise de Projetos de Lei, Programas e Projetos relacionados à Cultura, no recente dia 13 de agosto, Alê Youssef comentou sobre as demandas da pasta.

“Nós temos um desafio enorme desse ano, que é o ano em que nós lutamos internamente em busca da liberação de todos os recursos possíveis para que a gente possa auxiliar e injetar no setor cultural. Então, nós sabemos que existem parcelas orçamentárias ainda congeladas, nós sabemos que ainda existem desafios e nós estamos bastante preocupados e nos empenhando muito, internamente, para que a gente tenha essas liberações”, disse.

Sobre o orçamento de 2022 para o setor, Youssef comentou: “Temos um debate bastante intenso que tem acontecido internamente, relacionado ao orçamento de 2022, uma vez que nós entendemos que o orçamento de 2022 vai ser absolutamente paradigmático no que diz respeito ao processo de auxílio e retomada do setor cultural. É um duplo processo, muitas vezes silencioso, que acontece dentro do governo. Acho que todos aqui que já tiveram experiência na gestão pública sabem das questões que antecedem esses debates e dos processos que precisam ser feitos. E isso tem acontecido permanentemente aqui e que tem a ver com muitas demandas que são geradas pela Subcomissão”.

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