Sebastian Bach e a arte de envelhecer com dignidade

Aos 42 anos e com ares de Peter Pan, ex-vocalista do Skid Row abre espetáculo

Marco Bezzi, O Estadao de S.Paulo

13 de março de 2010 | 00h00

Sebastian Bach: a arte de envelhecer com dignidade

Envelhecer bem no caso do fanfarrão Sebastian Bach é continuar posando de Peter Pan. Bach, que abre os shows da turnê do Guns N"Roses nunca escondeu o ar infantil nos atos e palavras. Aos 42 anos, o ex-vocalista do Skid Row trouxe para o Brasil o mesmo sentimento de quando esteve aqui pela primeira vez, em 1992. Naquela época, o Skid Row era o substituto natural do Guns N" Roses. Sebastian era o ícone máximo para as adolescentes. Com dois ótimos discos lançados (Skid Row, de 1989, e Slave To the Grind, de 1991), a banda chegou com pompa de supergrupo a São Paulo.

Em 1996, o grupo volta ao País já em fase terminal. Recebeu vaias acachapantes no festival Monsters of Rock, também na capital paulista. Foi o gatilho para que Sebastian fosse mandado embora da banda. Nesse meio tempo, o canadense se aventurou no mundo das artes de diferentes maneiras. Cantou em musicais da Broadway, participou do seriado Gilmore Girls, fez parte do reality show Supergroup (onde formou uma banda com Ted Nugent, Scott Ian, guitarrista do Anthrax, Evan Seinfeld, baixista do Biohazard, e Jason Bonham) e apresentou programas no canal VH1 paralelamente à sua carreira musical. Em 2007 lançou o disco Angel Down e, hoje, prepara novo trabalho.

O show que Sebastian apresentou em Brasília privilegiou os sucessos do Skid Row como I Remember You, 18 and Life, Monkey Business e Youth Gone Wild. Se a voz de Sebastian não é a mesma, a simpatia e a vontade de entreter o público continuam lá em cima. Como em 1992, ele falou diversas frases em português como "Nós estamos felizes de tocar na capital do Brasil!". O evento de hoje ainda tem a apresentação de duas bandas nacionais, o Rock Rocket e o Forgotten Boys. Para comemorar, a última disponibiliza uma nova música em www.forgottenboys.com.br.

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