Scorsese celebra kazan

Ambientado durante o golpe de Pinochet, Post Mortem, de Pablo Larraín, é o único representante sul-americano na competição. Mario (Alfredo Castro) é um escrivão do IML de Santiago. A voragem do golpe o arrasta a outro destino, distante da vida medíocre que até então levava. "É baseado num personagem real", garante o diretor. O filme fala na violência dos assassinatos em massa do pós-golpe e de como essa tormenta histórica afetou a vida da gente comum. Ganhe prêmio ou não, é um filmaço.

Luiz Zanin Oricchio, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2010 | 00h00

Ótimo também o documentário A Letter to Elia, tributo de Martin Scorsese ao diretor Elia Kazan, que passou fora de concurso. Scorsese mostra pontos de identificação com o cineasta - em particular por este ser de origem estrangeira e retratar o mundo dos imigrantes. Escolhe sequências dos filmes que admira - Sindicato de Ladrões, Vidas Amargas, América, América - e explica como influenciaram sua obra. A passagem polêmica da vida de Kazan é abordada. Ao delatar oito pessoas como comunistas durante o período macarthista, ficou estigmatizado. "Ele escreveu um artigo no New York Times justificando o ato pelo horror ao totalitarismo comunista", diz Martin. Foi pior, uma confissão assinada, no principal jornal americano.

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