SAUDADES DO BRASIL

Na pré-estreia de Oblivion, Tom Cruise declara seu amor pelo Rio e promete voltar mais vezes

LUIZ CARLOS MERTEN / RIO, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2013 | 02h10

Tom Cruise estrela sua terceira ficção científica em pouco mais de dez anos - Oblivion, que o trouxe de novo ao Brasil para o tapete vermelho do filme, anteontem à noite, no Rio, sucede a Minority Report - A Nova Lei, de 2002, e Guerra dos Mundos, de 2005, ambos de Steven Spielberg. Mas a verdade é que existem elementos de sci-fi em toda a série Missão Impossível, cujo quarto filme já o trouxera ao País no ano passado. Cruise está ficando figurinha carimbada no Rio. Em anos anteriores, veio mostrar Operação Walkíria, Encontro Explosivo e Protocolo Fantasma.

A sessão de quarta, por exigência do astro, ocorreu num cinema de rua - o Odeon, em plena Cinelândia. Cruise queria ficar em contato direto com seu público. No palco, agradeceu: "Recebo um carinho muito grande de vocês. Espero retribuir, fazendo mais filmes para voltar ao Brasil". Ele fica no Brasil até amanhã. Está solteiro e quer se divertir. Já avisou que quer conhecer pontos turísticos - não apenas de helicóptero, como das outras vezes. E, sim, a assessoria da Paramount faz segredo, mas Cruise, que adora barbecue no estilo brasileiro, já fez saber que quer ir a uma churrascaria.

Havia gente chorando no tapete vermelho de Oblivion. A proximidade com o astro preferido provoca reações extremadas de muitas pessoas. Mulheres - e não só elas, alguns homens também - choravam e chamavam 'Tom, Tom!' na expectativa de uma foto, um abraço. A privilegiada foi a repórter de internet, em quem ele deu um beijo. De repente, a própria menina também era solicitada para dar autógrafos.

A multidão começou a se reunir em frente do Odeon no meio da tarde. Às 19 horas, a imprensa ocupou seus lugares - um grande para os fotógrafos, outro menor para a internet e as TVs. Os grandes jornais ficaram fora do tapete vermelho. Tom, escaldado, regula as conversas com jornalistas. Não quer saber de perguntas indiscretas sobre a cientologia, o divórcio de Katie Holmes nem a guarda da filha, Suri. Deveria chegar às 19h30, mas pisou no tapete vermelho às 20h05. Ficou uma hora e 45 minutos atendendo os fãs. A sessão, prevista para 20h30, começou passado das 22 horas.

"Guardem o nome, vocês ainda vão ouvir falar muito nele." Tom Cruise falava do diretor Joseph Kozinski, que se baseou na própria graphic novel (leia abaixo) para fazer Oblivion. Na ficção do filme, a Terra foi invadida por alienígenas, houve uma batalha decisiva. Os terráqueos venceram, mas o planeta foi destruído e agora os últimos habitantes estão sendo levados embora. Tom faz um personagem acossado por lembranças - saudades de quê? Ele trabalha na recuperação de drones - naves não tripuladas que vigiam a Terra para impedir pilhagens. Os atacantes possuem um visual meio Predador. Lá pelas tantas Tom se defronta com... Tom, seu clone. Joseph Kozinski talvez nem saiba, mas pega carona em Jorge Luiz Borges, nos temas do herói e do traidor.

Nada é o que parece ser em Oblivion. Se o roteiro é alinhavado com cenas e situações emprestadas de clássicos da ficção científica, o visual não é menos que impressionante. Tom explicou como as imagens foram captadas - em tecnologia digital de última geração, 4K.

"Joseph filmou um vulcão do Havaí. Captou imagens grandiosas do céu, do amanhecer e do entardecer. Foi construída uma tela gigante que circundava o set e nela eram projetadas essas imagens. Atuávamos dentro desse mundo virtual, mas não era a tela verde. O realismo é extremo." Atuávamos - ele falou no plural. Agradeceu às duas ladies que o acompanhavam no palco, a ex-bondgirl Olga Kurilenko - de Quantum of Solace -, cada vez mais parecida com a jovem Catherine Zeta-Jones, e Andrea Riseborough, que fez W/E com Madonna. Ambas permanecem com ele no Brasil até amanhã.

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