Sarkozy quer fim de propaganda em TV pública

O presidente francês, Nicolas Sarkozy,propôs na terça-feira acabar com a propaganda nas TVs públicase impor uma taxação sobre as receitas de publicidade dos canaisprivados como forma de compensar a perda de arrecadação dasemissoras estatais. A notícia impulsionou as ações das principais TVsparticulares. A TF1 e a M6 registraram as maiores altas diáriasdesde 9 de outubro --10 e 7 por cento, respectivamente. Asações da Bouygues, companhia que controla a TF1 e que tem umamigo íntimo de Sarkozy como presidente, também subiram. A França atualmente prepara uma mudança nas regras detelecomunicações para facilitar o surgimento de grandesconglomerados nacionais de mídia, capazes de competir com osgigantes globais do setor e da Internet. "Quero que as exigências da televisão pública sejammodificadas em profundidade e examinar a possibilidade deeliminar completamente a publicidade nos canais públicos",disse Sarkozy em entrevista coletiva. Ele defendeu que as TVs públicas sejam "financiadas por umataxa sobre o crescente faturamento publicitário dos canaisprivados e por uma pequena taxa sobre o faturamento de novosmeios de comunicação, como o acesso à Internet ou celulares". O balanço anual da France Television, que controla oscanais públicos France 2, France 3 e France 5, aponta umfaturamento publicitário líquido de 765,3 milhões de euros em2006, o que equivalia a uma participação de 24,5 por cento nomercado. Em outubro, o Ministério da Cultura anunciou a criação degrupos de trabalho para rever a regulação de quatro áreas--relações entre produtores e emissoras, regras parapublicidade, regras contra a concentração na mídia e umareforma no setor das comunicações estatais. Os grupos de trabalho devem apresentar suas conclusões aofinal do primeiro trimestre deste ano para que a atual lei decomunicações, de 1986, seja reformada ainda no primeirosemestre. (Reportagem Dominique Vidalon)

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