Saque ao museu de Bagdá pode ter sido menor

Embora muitas antigüidades insubstituíveis tenham sido saqueadas do Museu Nacional durante a queda caótica de Bagdá no mês passado, funcionários da instituição e investigadores americanos agoram dizem que as perdas parecem ser menos graves do que se pensou no início. O coronel Matthew F. Bogdanos, um reservista dos fuzileiros navais americanos que está investigando os saques e instalou-se no museu, disse ter recebido de funcionários uma lista de 29 artefatos considerados definitivamente desaparecidos. Porém, desde então, quatro itens - objetos de marfim do século 8 a.C. - foram localizados. "Vinte e cinco peças não são o mesmo que 170 mil", afirmou Bogdanos, referindo-se ao acervo completo do museu. Sem dúvida, grandes tesouros foram roubados. Entre eles estão uma lira da cidade suméria de Ur, com uma cabeça de touro banhada a ouro, datada de 2400 a. C.; uma cabeça de mulher de mármore suméria, de Warka, datada de 3000 a.C.; uma estátua em tamanho natural do rei Entemena, de Ur, de 2430 a.C.; um grande relevo em marfim representando o deus assírio Ashur; e a cabeça de uma estátua de mármore de Apolo, uma cópia romana de um original grego do século 4 a. C. Mesmo que os danos possam não ser tão amplos como foi informado no início, ainda não há resposta clara à pergunta mais importante: quanto foi levado? "Não sei exatamente", disse Jabbir Khalil, presidente da Comissão Estatal de Antigüidades.Veja o especial :

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