São Paulo vive momento efervescente na arte, cinema e música

'Bienal do Vazio', Mostra de Cinema e festival de música tomam conta do calendário cultural da capital paulista

Da Redação,

24 de outubro de 2008 | 16h34

A 28.ª Bienal de São Paulo dá a largada neste domingo, 26, com uma proposta de reflexão sobre o papel das artes. O evento traz ainda muita interação entre performance, arte e vídeo, que estão ao lado ou misturados à música, dança, seminários e workshops - num movimento que vai fazer de cada dia um dia diferente no Pavilhão da Bienal. Ao mesmo tempo, acontece a Mostra de Cinema de São Paulo e o evento de música TIM Festival, no Parque do Ibirapuera, que neste sábado traz uma apresentação gratuita do jazzista americano Sonny Rollins e seu quinteto, nos fundos do Auditório. Confira abaixo destaques dos eventos para este final de semana.  Veja também: 28ª Bienal de SP: além do vazioMostra: Especial traz todos os filmes da programação em São Paulo Luiz Zanin e Luiz Carlos Merten comentam destaques da Mostra  Especial: Festival traz cardápio variado de gêneros  28.ª Bienal de São Paulo Imagens da montagem da "Bienal do Vazio". Foto: Tiago Queiroz/AE O mundo das artes vive um de seus grandes momentos com a abertura de mais uma Bienal de São Paulo, no parque do Ibirapuera, como sempre, com entrada gratuita e funcionamento de terça a domingo das 10 às 22 horas. Esta é a 28.ª edição da mostra e já ganhou o polêmico apelido de Bienal do Vazio. Isso porque o segundo piso do Pavilhão do Ibirapuera, com uma área de 12 mil metros quadrados, está completamente vazio. Em relação à bienal passada, o orçamento foi cortado pela metade e o número de artistas caiu de 120 para 42. Sinal de crise? É sim, sinal das várias crises porque passa a instituição. Mas não é só isso, os curadores Ivo Mesquita e Ana Paula Cohen explicam que o sentido desse vazio é abrir um espaço para a discussão do papel da bienal. "Acima e abaixo desse andar vazio é que as coisas acontecem", diz Ivo.  A Bienal, que nesta edição recebeu o nome de 'Em Vivo Contato', começa com uma apresentação da dupla Fischerspooner. Os artistas vêm de Nova York para São Paulo misturam música, dança, pintura, vídeo, reciclando aquela antiga idéia do happening. Isso vai acontecer num espaço chamado de Praça que vai reunir todas as artes num palco modular que pode reunir até 1.500 pessoas. Lá fica também o Vídeo Lounge, com sofás, e onde serão exibidos 150 títulos em 10 telas, numa seleção de Wagner Morales. Mostra de Cinema Cena de Queime Depois de Ler, com Clooney e Pitt. Foto: Divulgação Ao mesmo tempo, os 453 filmes (dos quais 371 são longas-metragens e 104 são documentários) da Mostra Internacional de Cinema ocupam 24 espaços na cidade, promovendo uma viagem por meio da grande tela aos lugares mais distantes do mundo. Entre eles, Berlin Alexanderplatz, de Rainer Fassbinder, e os candidatos a ‘filme-fila’ do ano, Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen, e Queime Depois de Ler, dos irmãos Joel e Ethan Coen, ou o nacional Loky, sobre o ex-mutante Arnaldo Baptista, entre tantos outros. Visitas ilustres marcam a edição deste ano. O cineasta alemão Wim Wenders já esteve por aqui para mostrar seu novo trabalho (The Palermo Shooting) e preparou uma seleção de seus filmes favoritos, que foi incluída na programação. Já o argentino Pablo Trapero chega à cidade para ministrar um workshop, além de ter seus cinco longas exibidos (inclusive o novo Leonera). E um show da atriz e cantora portuguesa Maria de Medeiros, no Sesc Pinheiros, encerra a programação, no dia 30. Até lá, boas aventuras. Festival de música Eugene Hütz, vocalista do grupo Gogol Bordello. Foto: Reuters Nesta sexta, a noite será de Eugene Hütz, líder do grupo de 'punk cigano' Gogol Bordello, que vai mostrar o som hiperglobalizado que sua banda faz e que chega para o TIM a bordo de seu novo show e disco Super Taranta, uma mistura de Clash com Manu Chao. É um dos shows da categoria imperdível do TIM Festival. A apresentação do inglês Duncan Beiny, conhecido como DJ Yoda, vai na mesma linha. Ele foi eleito pela influente revista Q como um dos "10 DJs que você precisa ver antes de morrer" e incluído como um dos três top DJs do mundo pela revista Hip-Hop Connection. Neste sábado, às 11 horas, Sonny Rollins e seu quinteto tocam de graça nos fundos do Auditório, cuja porta traseira é aberta em ocasiões especiais para shows ao ar livre. Essa, sem dúvida, será uma ocasião mais que especial. Ele é um dos mais celebrados sax tenores da história do jazz, ativo desde o final dos anos 1940. Por isso mesmo foi ele que abriu o evento, com um show no auditório, em que começou com Strode Rode, música de seu mais famoso disco, Saxophone Colossus, de 1956, mostrando suas credenciais de notável improvisador. 

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