São Paulo é a nova meca do cinema

Tida como "feinha" e pouco fotogênica, São Paulo vai deixando de ser o patinho feio das telas de cinema. Novos cineastas, como Philippe Barcinski (que filmou Não por Acaso, filme paulistano por excelência), e Caito Ortiz (que filmou Estação Liberdade), vão derrubando o preconceito e descobrindo novos ângulos da cidade.

AE, Agência Estado

22 de março de 2013 | 10h06

"De fato, há uma explosão aqui", diz Eder Mazini, presidente do Escritório de Cinema São Paulo City Film Commission, entidade da Prefeitura responsável por facilitar filmagens externas na maior metrópole da América Latina. Em 2011, haviam sido filmados 12 longas-metragens na capital. No final de 2012, esse número chegava a 21 longas, quase o dobro do ano anterior. "E, em 2013, a procura já está sendo maior do que a do ano passado", afirma Mazini.

Em 2013, já foram filmados na pauliceia 3 longas-metragens, 3 curtas, 4 documentários e 1 telefilme. Muitos estão ainda em produção, como Jonas e a Baleia, de Lô Politi; Obra, de Gregório Grazioli; e Todas as Coisas Mais Simples, de Daniel Ribeiro.

O carinho dos estreantes para com a metrópole, gente como Daniel Ribeiro, tem ampliado o universo de filmagens externas na cidade. Diretor dos premiados curtas Eu Não Quero Voltar Sozinho e Café com Leite, Ribeiro filmou entre fevereiro e março quase todo seu longa Todas as Coisas Mais Simples em São Paulo, entre a Vila Mariana, Pinheiros (Escola Estadual Fernão Dias Paes e Praça do Pôr do Sol).

"Durante muito tempo São Paulo crescia e só piorava, enquanto as maiores cidades do mundo cresciam e melhoravam. Agora, mesmo com os problemas chegando ao limite da inviabilização, e talvez até por causa disso, dá pra sentir um movimento crescente de autoestima da população tentando a todo custo fazer da cidade um lugar habitável do qual se possa orgulhar, e isso se reflete no cinema", diz a diretora Lô Politi, que escolheu seu bairro natal, a Vila Madalena, para filmar o longa de estreia, Jonas e a Baleia.

Lô diz que cidades como Nova York, Paris e Londres incentivam que se filme nela, porque "sabem do poder da imagem mundo afora e o retorno positivo que isso traz pra cidade e pra população". São Paulo só está começando a pensar nisso agora, e as condições não são as melhores: é muito difícil e sobretudo muito caro filmar nas ruas. "É preciso que se crie mecanismos facilitadores efetivos pra que a cidade possa se mostrar para o mundo com a riqueza que ela tem. Isso volta pra cidade em investimento, turismo, negócios e principalmente em autoestima, moeda preciosa pro cidadão."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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