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'Sangue Bom' tem ritmo e estilo

Texto compensa imaturidade do elenco jovem da nova novela das 7

CRISTINA PADIGLIONE, O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2013 | 02h09

Nas redes sociais, houve quem já tenha apelidado Sangue Bom, a nova novela das 19h da Globo, de "Malhação das 7". O protagonismo da moçadinha que vai balizar os valores de caráter movidos pela cobiça de cada um - mote do folhetim de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villares - é evidente. Daí a ideia de uma Malhação fora de hora. Mas a elaboração de quem sustenta a cena dos mais novos, a começar por Giulia Gam e Marisa Orth, faz toda a diferença.

Bárbara Ellen, personagem de Giulia, é a chance de o espectador entender como funciona a cabeça de quem busca a capa da revista Caras a qualquer custo. Representantes da espécie na vida real dirão que aquilo é uma caricatura. Mas não é. Bárbara Ellen é muito parecida com seus pares de verdade, a não ser por um fator: sua capacidade de proferir frases incríveis está muito acima das personalidades que a inspiraram.

"Eu já sobrevivi a tantos tsunamis e Titanics, eu não vou sobreviver a uma cuequinha suja?", questiona ela, ao perder mais um marido. E promete que não vai mais dividir seus cremes com marido metrossexual. O próximo tem de ser um homem com H maiúsculo.

Corta para Bruno Garcia, o publicitário bem-sucedido. Passam pela tela Letícia Sabatella, Regiane Alves, Ingrid Guimarães, Marco Ricca, mas volta e meia temos Sophie Charlotte e Marco Pigossi, Isabelle Drummond e Fernanda Vasconcellos. Além dessas duas últimas cá citadas, ambas bem amparadas em suas performances, vamos e venhamos: os bonitinhos da safra jovem terão de se esforçar para trabalhar no texto, que é ótimo e tem todas as condições de salvá-los da imaturidade ainda latente em cena.

Convém ainda destacar o acento quase neutro de Malu Mader, que sempre caprichou no carioquês, para defender o bairro da Casa Verde da especulação imobiliária.

A novela se esmerou em enaltecer a web, sinal dos tempos em que a dita segunda tela tem quase lugar de protagonista. Houve daí um breve videoclipes de telas de smartphones para que alguém proferisse uma ode à rede: "Como a humanidade conseguiu viver 200 mil anos sem internet?".

Mas a web não faz milagres. Pela rede, moradores da zona norte paulistana promoveram uma manifestação em questão de horas, com requintes de produção de show do Criança Esperança. Foi um pouco demais, vá lá, mas é novela. E, como novela, Sangue Bom vale o DNA.

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