SAMBAUm malandro maneiro que não pode sair da roda

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O Estado de S.Paulo

24 de março de 2012 | 03h09

BRINCANTE

Artista: Yamandu Costa.

Álbum: Lida.

Gravadora: Biscoito Fino.

ROBERTO RIBEIRO

SEMPRE

Gravadora: Som Livre

Preço médio: R$ 28

ÓTIMO

Roberto Ribeiro (foto) é um bem do samba exaltação dos anos 80 que se perdeu, um nome que não frequenta as rodas de Paulo Cesar Pinheiro e Moacir Luz por aqueles descuidos da história e por uma tragédia que lhe ocorreu em 1996, quando morreu quase cego, diabético, vítima de um atropelamento no Rio. Roberto precisa ser reerguido, sobretudo por ter deixado registrado um conjunto de sambas que a Lapa carioca não fica uma noite sem tocar. E por ser dele uma espécie de voz única, de timbre limpo e brilhante, sem exageros ou excessos de carioquices que ex-puxadores como ele carregam para sempre. Esta coleção de seus sambas maiores, lançada agora pela Som Livre, traz o que Roberto fez de melhor. E aí, ao ouvi-los, percebe-se que Roberto Ribeiro é mais conhecido do que se imagina. Suas interpretações para Todo Menino é um Rei, Popagas, Partilha, Triste Desventura e Malandros Maneiros (com Nei Lopes) é biscoito fino e dos últimos do pacote.

JULIO MARIA

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