Salman Rushdie lançará novo livro na Flip

O escritor Salman Rushdie está em Paraty, onde começa hoje a 3.ª Festa Literária Internacional. Na década passada, quando o governo fundamentalista do Irã considerou o romance Os Versos Satânicos ofensivo ao islamismo e decretou uma sentença de morte contra Rushdie, ele teve de se esconder, sob o risco de ser assassinado. Agora, desfruta a liberdade. Em Paraty, Rushdie vai conversar justamente sobre essa sua fase equilibrista que, de uma certa forma, está contida em seu novo romance Shalimar, o Equilibrista (Companhia das Letras, 392 páginas, R$ 46), cujo lançamento mundial ocorre durante a festa literária. Trata-se de um romance singular. "Decidi assassinar um embaixador americano", diverte-se Rushdie, ao lembrar da primeira imagem do romance que lhe veio à mente. A partir daí, o escritor inglês nascido na Índia há 58 anos criou uma intrincada e absorvente história que gira ao redor do embaixador Max Ophuls, herói da resistência da 2ª Guerra, sua filha chamada Índia e Shalimar, o motorista caxemir de Ophuls que, com uma faca, degola-o sumariamente. Rushdie precisou de quase sete anos para criar a história, período em que estudou profundamente os problemas envolvendo indianos e paquistaneses na região da Caxemira. E, assim como Os Versos Satânicos, Shalimar, o Equilibrista não apenas narra a vida de seus personagens principais, mas traz o testemunho sobre o momento histórico em que eles vivem.

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