Saldo positivo aponta público de 60 mil

Com um orçamento de R$ 1,5 milhão, os organizadores da VI Fliporto (Festa Literária Internacional de Pernambuco) conseguiram atrair um público de 60 mil pessoas para ver em Olinda estrelas da literatura internacional como Ricardo Piglia, Alberto Manguel e a ensaísta Camille Paglia, além de um elenco de autores nacionais de peso, como o escritor Milton Hatoum, cronista do Caderno 2. O público dobrou em relação à quinta edição da Fliporto, que até o ano passado era realizada em Porto de Galinhas.

Antonio Gonçalves Filho, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2010 | 00h00

Ganhando projeção internacional com um tema atraente (a ressonância da cultura judaica na literatura ibero-americana), a festa literária teve até direito a estreias, como a do filme Clarice e a Descoberta do Mundo, dirigido por Taciana de Fátima Oliveira, com atriz Cássia Kiss presente à mesa que discutiu a obra da escritora Clarice Lispector, grande homenageada da Fliporto.

Concerto. Evento multimídia, a festa também promoveu um concerto de músicas compostas por Antônio Teixeira para as peças de Antônio José da Silva, o Judeu, nascido no Rio, em 1705, de uma família de cristãos novos. Participaram do concerto, no domingo, a cantora Anna Maria Kiefer, o tenor Mauro Wrona e os instrumentistas Gisela Nogueira e Élson Leônidas.

A Fliporto sofreu algumas baixas, como o cancelamento, na última hora, da participação do poeta sírio Adonis por problemas de saúde, e registrou pelo menos uma polêmica, provocada por uma declaração do escritor canadense Alberto Manguel, autor de Todos os Homens São Mentirosos (leia a nota acima).

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