Salão mostra as expressões do Brasil Contemporâneo

Começou hoje o 26º Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte, que acontece no Museu de Arte da Pampulha e em mais dez galerias de arte da capital mineira. São dois módulos, mostrando ao mesmo tempo expressões de arte contemporânea e objetos que remetem ao povo brasileiro no último século.O Salão Nacional de Arte marcou época nas décadas de 60, 70 e 80 como um dos eventos mais importantes do país no gênero. Dele participaram artistas que hoje estão entre os mais conhecidos representantes da arte contemporânea brasileira, como Antônio Henrique Amaral, Siron Franco, Antônio Dias e Humberto Espíndola, entre outros. Sua última edição aconteceu em 1997.Nesta edição, o primeiro módulo - O Brasil Amanhã - é voltado para experiências de vanguarda, com obras que abordam novas linguagens plásticas. Participam desta mostra 36 artistas de todo o país, que foram selecionados por uma comissão curadora entre 640 inscritos, de 20 estados brasileiros. As obras, que variam entre pintura, escultura, instalação, vídeo e outras, estão divididas entre dez galerias da cidade (veja programação). Segundo a organização, este é o grande diferencial do salão deste ano.O segundo módulo - O Brasil na Visualidade Popular - é fruto de uma pesquisa de José Alberto Nemer, que assina a curadoria da mostra. Esta exposição traz objetos produzidos pelo povo brasileiro neste século, reinterpretando símbolos e ícones institucionais, com intenção artística ou não. Um dos destaques são objetos originais de Carmem Miranda, como o turbante e as sandálias.Paralelamente, estarão expostos murais nos Espaços Unibanco de Cinema Belas Artes e Ponteio. Outro evento conta com a participação da Asmare - Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável de Belo Horizonte. O público terá disponível também o Circuito das Galerias, serviço de transporte que vai percorrer as galerias e o Museu de Arte da Pampulha, com seis viagens diárias, de segunda a sexta-feira. 26º Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte. Informações pelo telefone (31) 277-7955.

Agencia Estado,

26 de setembro de 2000 | 00h04

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