Sai Madame Satã, livro sobre templo do underground

Nos anos 1980, quem gostava da madrugada em São Paulo freqüentava casas noturnas como Carbono 14, Napalm, Circo Voador, entre outras. Mas quem buscava entrar para a vanguarda tinha de bater ponto no Madame Satã. Localizado na Rua Conselheiro Ramalho, na Bela Vista, o casarão abrigou, entre 1983 e 1992, as influências das grandes mudanças acontecidas naquela década.Para relembrar o espaço onde nasceram bandas de rock, carreiras literárias, grupos de teatro, além de namoros e xavecos, o jornalista Marcelo Leite de Moraes escreveu "Madame Satã - O Templo Underground dos Anos 80", que a Lira Editora lança hoje em grande estilo, no Bar Avenida. Trata-se de uma grande pesquisa com figuras que testemunharam o início da casa, seu auge e também seu declínio.Diversos fatores contribuíram para o sucesso do Madame Satã. O fim da ditadura militar e a coincidente renovação do rock permitiram que a geração que surgia varresse o passado. Assim, como bem aponta Alex Antunes no prefácio, o Madame tornou-se ponto de partida tanto do underground rock como do underground eletrônico/GLS. "Só lá, esses dois ´fundamentos´ estiveram juntos, numa troca de informações que ferveu os subterrâneos da cidade, e moveu todas as camadas da cena de modo irresistível e apaixonado", escreve ele.Ponto de encontro de nomes como João Gordo, Dinho Ouro Preto, Kid Vinil, Marisa Orth, Cláudia Wonder, entre outros, o Madame Satã era uma casa com conceito. Madame Satã. De Marcelo Leite de Moraes. 276 pág. R$ 39,90. Bar Avenida. R. Pedroso de Moraes, 1036. Hoje, 20 h

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