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Saga para se chegar ao melhor de Elis

Sete meses de ensaio em um espaço decadente, com ratos e baratas para engrossar o coro. Aulas de interpretação e maquiagem. Catorze meses praticamente vividos dentro de um teatro, tocando para mil pessoas todas as noites, folgando apenas um dia (passado no teatro) por semana. Tudo isso foi necessário para o casal Elis Regina e Cesar Camargo Mariano confeccionar o mais importante espetáculo musical dos anos 70, Falso Brilhante, cujo registro está sendo relançado pela Discoteca Estadão, amanhã, por R$ 14,90.

ROBERTO NASCIMENTO, O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2011 | 00h00

Mas, se quiserem saber, Cesar faria tudo de novo. "Era uma curtição. Nós não tínhamos preconceito. As gravadoras apostavam, as ideias surgiam e a gente ficava encantado com as possibilidades", conta ele, em entrevista ao Estado.

O sucesso do espetáculo, que ficou um ano e dois meses em cartaz, no teatro Bandeirantes, foi repetido com o disco, que trouxe "90% do show". Mas não foi tão fácil quanto se pensa, pois na hora de gravar, ficou complicado separar as músicas e os textos. "Aí eu falei para o Mazzola, o produtor: "vamos todo mundo para o estúdio"". E lá foi o elenco inteiro, atores e figurantes inclusos, para a sala de gravação.

"Passamos 4 ou 5 dias microfonando todo pessoal. O Mazzola fez um trabalho excelente e gravamos o show na íntegra. Depois tiramos um pouquinho".

E assim se fez o registro do espetáculo que, entre seus trunfos logísticos e artísticos, também lançou o compositor Belchior. "Para a segunda parte do show, decidimos tocar coisas novas. Belchior foi ao teatro nos mostrar Como Nossos Pais e incorporamos ela ao espetáculo".

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