Safatle ''traduziu'' Debussy - e deu música na cabeça

No início do século 20, os ouvintes lambuzavam-se numa zona de conforto, enquanto os compositores sentiam-se incomodados com o esgotamento da tonalidade. Este foi o tema de "Debussy e o nascimento da modernidade", palestra de Vladimir Safatle, professor de filosofia da USP, realizada na quarta, na Sala São Paulo, na série Música na Cabeça, iniciativa do Estadão e Osesp.

João Marcos Coelho, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2010 | 00h00

Vladimir Safatle esclareceu que Debussy foi tão decisivo no processo de superação da tonalidade quanto seus contemporâneos Schoenberg e Stravinsky. Ele é talvez o mais sutil neste combate, pois corrói a tonalidade por dentro. Ou, nas palavras de Safatle, "reconstrói a noção de tempo, desmonta a fórmula rememoração-expectativa, pratica a harmonia não-funcional".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.