Saem vencedores do prêmio Casa das Américas

Escritores da Argentina, Colômbia, Cuba e Venezuela conquistaram ontem o prêmio Casa das Américas, o prêmio literário anual mais antigo e importante do continente. Cerca de 500 obras de 21 países participaram do concurso, segundo informaram os organizadores. Na literatura brasileira o prêmio foi concedido ao escritor e diplomata João Almino por seu romance As Cinco Estações do Amor, o último da sua Trilogia de Brasília, em que ele explora as mudanças ocorridas no país nas últimas três décadas.O o prêmio na categoria de romance foi para a escritora argentina Paola Cristina Yannielli pela obra La Hermana (A Irmã), uma narrativa baseada na misteriosa vida da poetisa Emily Dickinson. Segundo definiram os jurados, o romance conquistou o prêmio porque "a estrutura narrativa se impõe sobre os fatos biográficos e o relato cativa o leitor com rigorosa e contida poesia".Na categoria reportagem, o prêmio foi para A Ilha de Morgan, que relata o manejo político da marginalidade e da droga em Medellin, uma obra original do colombiano José Alejandro Castaño Hoyos, que ganhou também o prêmio Rei de Espanha de jornalismo em 2002. Os jurados da categoria ensaio histórico-social elegeram a obra A Outra Família: parentesco, redes e descendência dos escravos em Cuba, da cubana Maria del Carmen Barcia.O vencedor do prêmio para teatro foi o dramaturgo venezuelano Rodolfo Santana, com Angel Perdido na Cidade Hostil.Os prêmios de honra concedidos a obras já publicadas nas categorias romance, poesia e ensaio, foram para o romance La Chica del Trombón (A Garota do Trombone), do chileno Antonio Skarmeta, o poema Pesar Todo, do argentino Juan Gelman e o ensaio Los Nuevos Centros de la Esfera, (Os Novos Centros da Esfera) do colombiano William Ospina.Entre os jurados deste ano estavam o argentino Miguel Bonasso, o costa-riquenho Carlos Cortés, o guatemalteco Arturo Arias e a cubano-portoriquenha Mayra Montero.O presidente do júri na categoria romance foi o cubano-americano Edmundo Desnoes, autor do romance Memorias del Subdesarrollo (Memórias do Subdesenvolvimento), que foi levada às telas em Cuba no início da década de 1960. Desnoes reside nos EUA desde o final da decada de 1970. Os jurados analisaram 126 romances, 97 peças de teatro, 41 ensaios e 67 reportagens, além de 200 originais brasileiros de diversos gêneros.

Agencia Estado,

24 de janeiro de 2003 | 15h52

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