Saem os vencedores do Prêmio Sérgio Motta

Foram anunciados, em cerimônia na noite desta segunda-feira, na Sala São Paulo, os vencedores da edição deste ano do Prêmio Cultural Sérgio Motta, dedicado a trabalhos artísticos que lidam com a relação entre a arte e as novas tecnologias. Além do compositor Gilberto Mendes e do artista plástico Abraham Palatnik, que receberam prêmios hors-concours, foram premiados projetos de André Vallias, Daniela Kutschat e Rejane Cantoni, Giselle Beiguelman, Artur Matuck, Lucas Bambozzi O Grivo e Paula Fabiana e Cinema Sem Verba.Os escolhidos foram selecionados pelo júri (composto por Paulo Herkenhof, diretor do Museu Nacional de Belas Artes, pela artista plástica Regina Silveira, pelo professor de Tecnologia da PUC/SP Rogério da Costa, pelo músico Lívio Tragtenberg e pela professora de Comunicação e Semiótica da PUC/SP Lúcia Santaella) dentre 29 trabalhos de diversas áreas. A única divisão específica é entre trabalhos já realizados, que recebem um prêmio de R$ 20 mil cada, e aqueles que vão receber uma bolsa-estímulo, no valor de R$ 15 mil.No primeiro contexto, foram premiados três trabalhos:OP_Era: Uma Jornada através de Dimensões Paralelas eExperimentos Multissensorias, de Daniela Kutschat e RejaneCantoni, que tem como objetivo "gerar percepção e cogniçãoespaciais por meio da implementação de modelos de espaço queevoluem na relação com o corpo humano"; O Grivo, duo formado por Nelson Soares e Marcos Moreira Marcos, que, entre o acústico e o eletrônico, desenvolveram um trabalho baseado na improvisação; e Egoscópio, no qual Giselle Beiguelman expõe o propósito de pensar a arte pública "gerada por e para os circuitos de telecomunicação".Quatro projetos receberam a bolsa-estímulo: Oratório, de André Vallias, que explora a experimentação poética desenvolvida para a mídia computadorizada; A Eletro Escritura de um Eksperimento, de Arthur Matuck, cujo ponto central é a investigação dos processos de integração entre o homem e a máquina, por meio da escrita híbrida entre estes dois agentes; o projeto Em Busca do Tempo Perdido,, de Lucas Bambozzi, voltado à criação de um DVD a partir da reestruturação de um álbum de família; e Para Que Servem os Anjos?, de Paula Fabiana e do movimento Cinema sem Verba, a exploração de possibilidades narrativas a partir da tecnologia do vídeo digital.

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