Saem os melhores da HQ brasileira

A Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas de São Paulo divulgou nesta quarta-feira os vencedores do 19.º Prêmio Angelo Agostini, troféu conferido anualmante aos melhores da HQ brasileira. Além das categorias tradicionais ? desenhista, roteirista, lançamento e fanzine ? os jurados indicaram os melhores arte-finalistas, arte-técnicos, cartunistas e editores de 2002. A festa de entrega dos troféus vai ser no dia 9 de fevereiro, no prédio da TV Gazeta, na avenida Paulista. O Angelo Agostini de melhor desenhista de 2002 foi para Júlio Shimamoto, quadrinhista desde os anos 60, quando criou a tira O Gaúcho. O melhor roteirista do ano passado foi Wellington Srbek. O gibi Madame Satã, editado pela Opera Graphica, foi eleito o melhor lançamento do ano e a revista Quadrinhos Independentes, o melhor fanzine de 2002. As categorias criadas nesta edição do troféu Angelo Agostini renderam prêmios a mais de um profissional. Assim, os melhores arte-finalistas foram Emir Ribeiro, Erica Awano, Marcelo Borba, Omar Viñole e Silvio Spotti. Na categoria arte-técnicos foram escolhidos Alexandre Jubran, Alexandre Silva, André Hernandez, André Vazzios e Lilian Mitsunaga. Os cartunistas que faturaram o prêmio foram Bira, Cláudio, Márcio Baraldi, Lupin e Spacca. A editora Opera Graphica ganhou um prêmio especial, o Troféu Jayme Cortez. A distinção deveu-se às várias publicações importantes que a editora trouxe ao mercado em 2002, como a antologia Recruta Zero, com 100 histórias selecionadas dos 50 anos do personagem, e a edição comemorativa do cinqüentenário do caubói Tex no Brasil. Além disso, os jurados do prêmio Angelo Agostini também deram prêmios de homenagem a cinco quadrinhistas: Antonio Eusébio, Laerte Coutinho, Moacir Rodrigues, Otacílio D?Assunção e Tony Fernandes. O Troféu Angelo Agostini foi criado em 1985, como forma de reconhecer a qualidade do trabalho dos profissionais do quadrinho e da caricatura no Brasil. É conferido anualmente desde então. O nome do prêmio é uma homenagem ao primeiro quadrinhista do País. Angelo Agostini publicou aquela que é considerada a primeira história em quadrinhos brasileira, As Aventuras de Nhô Quim ou Impressões de Uma Viagem à Corte, que saiu em nove capítulos a partir de janeiro de 1869.

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