Saem amanhã vencedores do Prêmio Estadão

A relação dos vencedores do Prêmio Multicultural 2001 Estadão Cultura será divulgada nesta quinta-feira, às 13h30, depois de terminada a apuração dos votos, feita pela empresa de auditoria Arthur Andersen S.A. O colégio eleitoral compreende mais de 6 mil profissionais de cultura que atuam nas diversas regiões do Brasil. A apuração, que começa às 8 horas poderá ser acompanhada pelo público, na sede de O Estado de S.Paulo, na Avenida Engenheiro Caetano Álvares, 55, no bairro do Limão. Trata-se do primeiro e provavelmente o único prêmio no País a contemplar todas as áreas da produção artística, intelectual e cultural.A lista dos indicados para o Prêmio 2001, que está em sua quinta edição, apresenta o antropólogo Hermano Vianna, o médico oncologista e escritor Drauzio Varella, a coreógrafa Lia Rodrigues, o escritor e crítico teatral Sábado Magaldi, o encenador Amir Haddad, o músico Tom Zé, a arquiteta urbanista Regina Meyer, o documentarista João Moreira Salles, os cineastas do movimento árido movie (Paulo Caldas, Lírio Ferreira e Marcelo Luna) e o escritor Milton Hatoum, que concorrem entre os criadores.Entre os fomentadores, estão o Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte (representado por Carlos Rocha), a ialorixá do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, mãe Stella de Oxóssi, o colecionador de arte Gilberto Chateaubriand e Tania Rösing, professora do curso de Letras da Universidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, principal organizadora das Jornadas Literárias.Os três criadores escolhidos receberão R$ 30 mil cada um além de um troféu projetado pelo artista plástico Félix Bressan. A peça faz parte de uma série recente de oito esculturas que o artista gaúcho só vai expor no início do ano que vem, na Galeria Thomas Cohn, em São Paulo. O fomentador eleito também é contemplado com um troféu, mas não recebe recursos, por causa de sua condição profissional ou jurídica - profissionais em cargos executivos ou políticos, empresários, instituições e empresas.Os nomes foram selecionados por nove representantes expressivos da cultura nacional, participantes ativos em áreas diversas. A escolha foi acompanhada pelo editor do Caderno 2, Evaldo Mocarzel, também membro da curadoria, e pela consultora do prêmio, Helena Katz. Participaram da seleção o jornalista Daniel Piza, o ensaísta Nelson Brissac Peixoto, o editor e crítico Jacob Guinsburg, o crítico cinematográfico José Carlos Avellar, a coordenadora de Turismo e Cultura do Estado do Rio, Helena Severo, o historiador Voltaire Schilling, o encenador Márcio Meirelles, a encenadora e atriz Izabela Brochado e o jornalista João Paulo Cunha.Foram realizados dois dias intensivos de debates, em 13 de novembro e 4 de dezembro, quando mais de cem nomes representantes da cultura nacional foram levantados e discutidos. Ao final do exaustivo processo de escolha, os integrantes da comissão estavam de acordo sobre os nomes e a coerência dos critérios que apoiaram a eleição, como a premissa segundo a qual a lista dos concorrentes de cada ano deve contemplar duas "pontas" da produção cultural brasileira: as raízes (os fundamentos e tradições que dão base à criação contemporânea) e as antenas (atuações ligadas com o universo artístico contemporâneo do planeta).Na 1ª. edição do prêmio, os criadores premiados foram o diretor de teatro Antunes Filho, o dançarino, ator, músico e diretor Antônio Nóbrega e a companhia de dança mineira Grupo Corpo. Na categoria fomentador, venceu a associação sem fins lucrativos Vitae - Apoio à Cultura, Educação e Promoção Social.No ano seguinte, saíram vencedores, entre criadores, o filósofo, escritor e professor paraense Benedito Nunes, o artista plástico polonês radicado no Brasil Frans Krajcberg e o grupo de teatro de marionetes Giramundo, na figura do professor Álvaro Apocalipse. O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), do Rio, foi escolhido como o melhor fomentador cultural.Em 1999, foram escolhidos o escritor, cartunista, roteirista e humorista gaúcho Luis Fernando Verissimo, colunista do Estado; o diretor de teatro José Celso Martinez Corrêa e o músico Marco Antônio Guimarães, compositor do grupo Uakti. Como fomentador, foi premiado o diretor da Pinacoteca do Estado, Emanoel Araújo.No ano passado, foram definidos, entre os criadores, o poeta e crítico Ferreira Gullar, a filósofa Marilena Chauí e o geógrafo Milton Santos. O Projeto Guri ganhou o troféu como fomentador cultural do ano.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.