Sabrina Sato: a única ex-BBB que continua firme na mídia

Ela é desligada, distraída, e é a única sobrevivente de edições anteriores do Big Brother que continua se dando bem na mídia. Aos 24 anos, Sabrina Sato é a única integrante feminina do Pânico que está rindo à toa. Sabrina é engraçada. Seu humor é diretamente proporcional à sua beleza. Beleza que gosta de deixar sempre à mostra. "Meu produtor de moda fica insistindo para eu colocar uma calça, mas falo que o diretor do programa não gosta." O Pânico é um programa masculino, tem brincadeiras escatológicas que moleques adoram ver. Moleques e Sabrina. Sabrina tem um currículo escolar movimentado, já foi expulsa de diversos colégios de Penápolis, para desespero de seus pais psicólogos. Tem aquele espírito de porco necessário para participar de pautas infundadas como comer minhoca ou ficar em uma caixa cheia de pererecas. Sabrina adora isso. Mas, acredite, de boba ela não tem nada. Isso é verdade. Você acabou criando um personagem, uma pessoa desligada... Eu sou desligada! No início eles começaram a me zoar que eu não entendia as piadas, mas não entendia mesmo! (risos) Eles fazem piadas pesadas e se você não souber tudo sobre sexo não vai entender! (risos) Hoje em dia sou muito mais maliciosa, consigo entender as piadas. Mas aproveitei essa ingenuidade e fui criando uma personagem que foi ficando tão ingênua, tão ingênua, que ficou burra. E de burra você não tem nada. Ah, o duro é que eu tenho um pouco. (risos) Não é que eu sou burra, sou desligada. Demoro para entender algumas coisas, preciso pegar no tranco. Mas não ligo de eles ficarem me chamando de burra, não gosto que fiquem me alfinetando com história de relacionamentos. O fim do relacionamento com o Mendigo mudou o clima da turma? Vou ser sincera: não é a coisa mais fácil do mundo. Mas acho que a relação com o grupo está melhor porque tinha muitas coisas que eles não faziam antes comigo porque tinham medo do Mendigo. Para o Pânico ficou bem melhor. O Emílio sempre dizia que onde se come o pão não se come a carne (risos). Entre nós dois a situação ainda não é da mais natural, mas estou me esforçando para isso. O que a atraiu para entrar no BBB? O meu desespero! (risos) Estava numa fase que tinha acabado de terminar um namoro, abandonado a faculdade de dança no Rio e estava em São Paulo fazendo jornalismo e trabalhando numa loja. Estava também fazendo teste para a SporTV, mas eu era uma negação. Imagina uma pessoa com esse sotaque apresentando um programa de surfe (risos)? Daí decidi mandar a fita para o BBB. Acho que o que atraiu foi esse negócio de estar perdida. Todo BBB é um perdido. Quem tem trabalho garantido não vai para lá. Amigas minhas que são advogadas, fisioterapeutas, que me dizem que querem participar eu falo: ´Meu, pára de ser vagabunda, vai estudar!´ Você assiste ao programa ainda? Não. Minha irmã (Karina Sato, irmã de Sabrina, é advogada e empresária de toda a turma) disse que não era para eu falar isso porque ia parecer arrogante, mas não assisto. Me lembra várias coisas, eu já passei por aquilo, não sei. Algumas coisas foram boas, mas eu era muito boba! Meu, eu podia ter ganhado aquilo (risos)! Mas quando vou entrevistar os BBBs eu leio na pauta e falo que assisto... Se arrependeu de algo no Pânico? As pessoas falam: ´Olha a sua imagem, você não vai poder fazer propaganda porque as pessoas vão ficar com nojo de ver você comendo minhoca.´ Mas não ligo! Eu gosto. Vou te mostrar os DVDs que tenho, são muito mais escrotos do que as coisas que faço: Jackass, uns que o Emílio traz de fora que nem dá para fazer no Pânico. Acho muito divertido. Não se importa de fazer o papel da gostosa burra? Acho que é querer muito ser também inteligente... (risos) Acho que um atrativo já está bom. Quando eu era nova, era muito feia, mas era a mais simpática. Eu tinha um atrativo! O Pânico tem um público masculino. Você acha que eles querem me ver questionando tudo, chata, querendo defender as mulheres? Não! Eles iam me mandar embora! Se você não pode com seu inimigo, junte-se a ele!

Agencia Estado,

26 de fevereiro de 2006 | 19h54

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