Ruy Castro lança novo livro

A editora Objetiva envia hoje para as livrarias o novo livro do jornalista e escritor Ruy Castro, Amestrando Orgasmos (204 páginas, R$ 29,90). O livro reúne histórias criadas a partir de notícias que envolvem sexo, paixões e, principalmente, humor (leia trecho do livro). São 41 histórias estrambóticas que foram publicadas por jornais e revistas, todas com um invejável toque de seriedade.A intenção é provocar sisudez mas como não esboçar um sorriso ao ler que cientistas ingleses descobriram que o organismo masculino tem um jeito secreto de selecionar os espermatozóides defeituosos (aqueles com duas, três ou nenhuma cabeça) e induzi-los ao suicídio? Quem não riria com pesquisadores chineses que estão criando um embrião misto de homem e coelho, esperando, talvez, um sujeito com orelhas enormes ou rabinho de pompom? Ou ainda gargalhar com a notícia de que cientistas ingleses (sempre eles) clonaram embriões de rãs sem cabeça e que pretendem repetir a experiência em humanos para, quem sabe, eliminar com a dor de cabeça?"Quase todos os dias, os jornais publicam uma história engraçada como essa", comenta o escritor. "E o pior é que são fatos verdadeiros, não me obrigaram a inventar nada." Nenhuma história do livro foi escrita sem o toque do humor sutil de Ruy Castro, que sempre admirou papas como Robert Benchley e Mark Twain e seus seguidores como S. J. Perelman, Woody Allen e Luis Fernando Verissimo.Aliás, em Amestrando Orgasmos, ele se sente na verdade como uma espécie de Stephen Jay Gould, célebre paleontologista que foi o mais simpático e convincente advogado da ciência. "Mas eu seria um Gould que teria sido educado com o humor de programas de rádio como Balança mas não Cai."O livro reúne contos e crônicas publicadas entre 1997 e 2003 em diversas revistas. A primeira seleção de Amestrando Orgasmos foi feita pela também escritora Heloisa Seixas, mulher de Castro. Em seguida, ele promoveu a peneirada final, reescrevendo impiedosamente alguns dos textos e criando outros especialmente para o volume. "Há uma sutil evolução entre o tema dos capítulos, para que o leitor não perceba tão claramente que um assunto está puxando o outro", afirma.

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