CLAYTON DE SOUZA/ESTADAO
CLAYTON DE SOUZA/ESTADAO

Ruth Manus estreia coluna no ‘Estado’

Advogada e escritora, ela publicará suas crônicas aos domingos no 'Caderno 2'

Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S.Paulo

05 Agosto 2016 | 05h00

Em seu aniversário de 10 anos, a advogada e blogueira do Estado Ruth Manus ganhou do irmão o livro Vó Caiu na Piscina, com contos curtos do poeta Carlos Drummond de Andrade. Depois, ela conta, não parou mais de ler.

Às vésperas de assinar sua primeira coluna semanal no Caderno 2 – a estreia será no domingo, 7 –, ela evoca os outros autores que a acompanharam em sua jornada como leitora e, mais recentemente, como escritora: Mario e Antonio Prata, Fernando Sabino, Rubem Alves, Mia Couto, Maria Judite de Carvalho, Ondjaki, Oscar Wilde, Clarice Lispector, Marcelo Rubens Paiva, Gregorio Duvivier, Inês Pedrosa, entre outros.

Sua longa lista é encabeçada pelo gaúcho Luis Fernando Verissimo, e sobre o cronista ela diz: “Nunca me sentirei à vontade o bastante para escrever no mesmo caderno no qual escreve um ídolo”. Verissimo também publica suas crônicas aos domingos (e às quintas). Com o historiador Leandro Karnal, os três fecham a grade de colunistas do domingo.

A trajetória de Ruth Manus no Estado começou em junho de 2014, com o blog que rapidamente conquistou uma legião de leitores. Pouco tempo depois, surgiu o convite da editora Benvirá para que ela publicasse um livro de crônicas, e Pega Lá Uma Chave de Fenda – E Outras Divagações Sobre o Amor foi lançado em novembro de 2015.

“Minha vida virou de cabeça para baixo, e ainda tento me organizar para conciliar tudo isso junto com a advocacia, a docência e o doutorado. Mas é uma delícia”, diz.

Na coluna que será publicada na versão impressa e online, ela não pretende mudar seu estilo e conta que terá o desafio de não se tornar repetitiva.

“Imagino uma estrutura mais semelhante à do livro, com crônicas sobre assuntos diversos. O blog funciona mais como um bate-papo, com leitores mais jovens. Não pretendo que as coisas sejam tão diferentes uma da outra, mas que o leitor tenha prazer caso queira ler ambas.”

Assunto, ela garante, nunca falta. E esses temas surgem de todos os cantos: “na tampa da caneta, na fila do banco, no vagão do trem, nas eleições americanas, nas histórias da minha avó, nos sentimentos mal resolvidos, nas mudanças da legislação trabalhista, no botão da calça que insiste em não fechar”. Para ela, o mais gostoso é isso: “olhar para tudo com olhos curiosos”.

Ela faz suspense sobre a crônica de estreia. Na verdade, ela já tem três textos prontos, descansando, e ainda não se decidiu qual deles marcará sua chegada ao novo espaço.

Aos 28 anos, Ruth vive hoje em Portugal, onde faz doutorado em Direito Internacional na Universidade Clássica de Lisboa. Advogada formada na PUC-SP, fez pós-graduação em Processo do Trabalho e mestrado em Direito Internacional do Trabalho. Na Europa, fez ainda pós em Direito Coletivo do Trabalho, na Università di Roma Tor Vergata, e em Direito Europeu na mesma universidade lisboeta que frequenta hoje. Desde os 22, é professora universitária e já passou por instituições como a Faculdade Cantareira, PUC, Unimep e Escola Paulista de Direito.

Sobre a nova tarefa de escrever uma crônica semanal, ela diz que espera que os leitores gostem do resultado. “Só isso. Nunca pretendi fazer grande sucesso, apenas escrever com prazer e proporcionar prazer a quem lê.”

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