Russell Crowe apresenta filme 'Robin Hood' em Cannes

Para uma edição que já criou a fama de radicalmente autoral e alternativa, o festival de Cannes 2010 não poderia ter começado com glamour mais tradicional. Dois dos maiores astros de Hollywood - e do mundo - deram o ar da graça na soirée de abertura. Russell Crowe e Cate Blanchett defenderam, com pompa e circunstância, as cores de "Robin Hood". O cinema contou muitas vezes a saga do fora-da-lei da floresta de Sherwood, que roubava dos ricos para dar aos pobres. O longa de Ridley Scott estreia amanhã no Brasil.

AE, Agência Estado

13 de maio de 2010 | 10h37

O grande ausente na festa de abertura foi justamente o diretor, Ridley Scott, que assina aqui seu quinto filme com o astro Crowe, após "Gladiador", "O Bom Ano", "Gângster Americano" e "Rede de Mentiras". O cineasta fez uma operação no joelho e não está se recuperando com a agilidade que gostaria - ou que lhe permitiria pisar no tapete vermelho do maior evento de cinema do mundo. Crowe disse que o objetivo de ambos foi mostrar o Robin Hood desconhecido, projetando-o num quadro histórico acurado. Parece uma contradição, porque existem dúvidas se Robin realmente existiu. Existiu um bandido - um bandoleiro - na floresta de Sherwood, mas foi Hollywood que esculpiu a lenda.

Em 1922, Douglas Farbanks empunhou o arco (e a flecha) do herói. Se Robin Hood não existiu, afirma o historiador especializado na Inglaterra do século 12, Thomas Hohn, o cinema norte-americano o teria inventado, de qualquer maneira. A apropriação do herói inglês por Hollywood fez dele um ícone da cultura popular em todo o mundo. "O que nós fizemos foi dar-lhe um quadro histórico e uma motivação", esclareceu Crowe na coletiva, realizada logo após a projeção para a imprensa.

Crowe ostenta a fama de turrão. É temperamental, volta e meia agredindo - verbal e até fisicamente - os jornalistas. Interrogado sobre contra o quê Robin se rebelaria, se por acaso vivesse na atualidade, provocou - "É possível supor que talvez se rebelasse contra Wall Street e a concentração do poder e do dinheiro nas mãos de poucos, mas eu prefiro acreditar que tomaria posição contra a manipulação da imprensa." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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