Russ Meyer, o rei do nu e suas mulheres de seios fartos

Ele entrou para a história como rei dos nudes, o rei do nu. Não deixa de ser uma simplificação, mas com base na obra realizada por Russ Meyer, que recebe agora a homenagem do CCBB. Ex-fotógrafo de Playboy, ele assinou em 1959 o que é considerado o primeiro filme pornográfico "soft".

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2010 | 00h00

The Immortal Mr. Teas, o Imortal Sr. Teas, é sobre este homem que adquire uma visão raio X, que lhe permite desnudar as mulheres com o olhar. O filme não tem diálogos, exceto uma ou outra fala apreendida aqui e ali, mas os voyeurs não vão se queixar das mulheres que Meyer escolheu para desnudar. Todas têm seios fartos. Meyer era fixado em glândulas mamárias.

Alguns anos - e filmes - depois, Meyer logrou com Mudhoney, de 1965, seu melhor filme e um marco do chamado "cinema adulto", mesmo que o registro dele ainda fosse soft, sem o caráter explícito (hardcore) dos filmes de Gerard Damiano, incluindo o célebre O Inferno em Miss Jones. Mudhoney é sobre sexo e violência numa cidade no interior dos EUA.

Existem essas duas irmãs e o pastor é fixado numa delas. Um dos (in)fiéis do rebanho estupra e mata a mulher do religioso, depois de estuprar a própria mulher. Se O Imoral Sr. Teas é divertido e erótico, Mudhoney é mais bem feito (e denso). Meyer fez no cinemão - na Fox - De Volta ao Vale das Bonecas e Os Sete Minutos. Morreu, cultuado, em 2004, aos 82 anos. O diagnóstico - demência. O cara pode ter morrido louco, mas se divertiu bastante em seu cinema, antes disso.

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