Rufin e Torres, encontro de mestres

O escritor francês que venceu o Prêmio Goncourt de 2001, o maior prêmio literário francês, com um romance sobre o Brasil, Jean-Cristophe Rufin encontra-se hoje com o escritor brasileiro Antonio Torres, no Rio de Janeiro. Rufin veio ao País para o lançamento do livro que lhe rendeu o prêmio, Vermelho Brasil (Rouge Brésil), que sai aqui pela editora Objetiva, praticamente um ano após a premiação na França. Rufin, que já passou por São Paulo e Brasília, terá hoje no Rio de Janeiro um encontro especial que promete marcar sua passagem pelo País. Ele vai se encontrar com o escritor brasileiro Antonio Torres, autor de Essa Terra, considerado um dos grandes livros da nossa literatura sobre o Brasil, entremeado também de aspectos historiográficos, como a obra de Rufin. No romance, Torres conta sobre o embate do imigrante nordestino com a cidade grande do sul do país. Uma história que remete à biografia do autor, baiano nascido na pequena Junco, cidade que trocou pelo Rio de Janeiro.Médico e escritor, o francês Rufin viveu no nordeste brasileiro, trabalhando como membro da organização não-governamental Médico sem Fronteiras. Foi quando decidiu escrever sobre as aventuras do francês Nicolas Durand de Villegagnon, que chegou ao Brasil em 1855, em três navios, com a missão de fundar aqui a França Antártica, destacando o choque entre as civilizações. Um período que pode ser mais conhecido para uns, menos para outros, mas que é um marco nas relações entre os dois países.O escritor Antonio Torres e o intelectual francês Jean-Cristophe Rufinparticipam de dois debates. Hoje, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro e amanhã, no Teatro da Maison de France. O tema das conversas vai ser o rumo que a literatura está tomando no Brasil, na França e no mundo.Sobre os autores - Antes de ganhar o Goncourt Rufin já havia publicado O Império e Os Novos Bárbaros e O Abissínio, lançados no Brasil, e La Dictadure Liberále, L´Aventure Humanitaire e Les Causes Perdues, na França.Antonio Torres recebeu em 1998 o prêmio Machado deAssis da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra. No mesmo ano, foi condecorado pelo governo francês com o títuo de Chevalier des Arts e des Lettres. Seu último livro, Meu Querido Canibal, foi sucesso de público e crítica. Antonio Torres estreou na literatura em 1972 com Um Cão Uivando para a Lua.Debates - UERJ. Av. São Francisco Xavier 574, Maracanã. Tel.: (21)2557-4486. Segunda-feira às 18h. Teatro da Maison de France. Av. PresidenteAntônio Carlos 58, subsolo. Tel.: (21) 2210-1272. Terça-feira às 17h.Vermelho Brasil - Jean-Christophe Rufin. Ed. Objetiva, 408 págs., R$ 44,90.

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