Rubem Fonseca vence Prêmio Juan Rulfo

Rubem Fonseca é o vencedor do Prêmio Juan Rulfo 2003, conforme anúncio feito hoje, no México, pelos organizadores do Feira Internacional do Livro de Guadalajara. Para o júri, a decisão - unânime - premia um autor que "tem contribuído decisivamente para a renovação da prosa", dono de "uma poética muito pessoal e rigorosa, que permite expressar a condição do mundo contemporâneo." É o segundo grande prêmio internacional que o recluso autor mineiro recebe este ano. Em maio, ele foi anunciado o vencedor do Prêmio Camões 2003, voltado a autores de língua portuguesa. Poucos dias depois, venceu também o Prêmio Jabuti 2003, o principal prêmio brasileiro de literatura.Criado em 1991, o Prêmio Juan Rulfo é voltado à literatura latino-americana. Entre os autores já contemplados estão o chileno Nicanor Parra, o mexicano Juan García Ponce e a brasileira Nélida Piñon. Pela distinção, Rubem Fonseca vai receber US$ 100 mil - mesmo valor do Prêmio Camões -, em homenagem marcada para novembro, durante a 13.ª edição da feira mexicana.Nascido em Juiz de Fora, em 1925, Fonseca vive no Rio desde criança. Avesso a entrevistas e aparições públicas, o escritor que não se deixa fotografar, estreou com o livro de contos Os Prisioneiros, em 1963, e desde então já lançou mais de 20 títulos, traduzidos para mais de 10 idiomas. O último deles, deste ano, é Diário de um Fescenino. Entre suas obras mais conhecidas estão Lucia McCartney, O Caso Morel, Agosto e Bufo & Spallanzani. Além de ter sua obra vertida para a TV e o cinema, o próprio Fonseca também ataca de roteirista, em filmes como O Homem do Ano, dirigido por seu filho José Henrique, que recém-estreou no circuito, e o próprio Bufo & Spallanzani.

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