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Roy Rogers se apresenta no Bourbon Festival Paraty

Mestre do 'slide guitar' conversa com o 'Estado' sobre John Lee Hooker e o Rei dos Caubóis

JOTABÊ MEDEIROS - O Estado de S.Paulo,

17 de maio de 2012 | 07h51

Quando tinha 14 anos, Roy Rogers ouviu um disco de Robert Johnson (1911-1938) e pirou. "Aquilo me atingiu como um raio." Resolveu, ali, que tocaria o slide na guitarra, e que perseguiria vida afora aquele som de pioneiros como Muddy Waters, Elmore James, Skip James, John Lee Hooker (os nomes que declara como as suas grandes influências). Não imaginava até onde isso o levaria.

"Slide" é uma forma de tocar a guitarra ou o violão com um tubo oco em um dos dedos, fazendo-o deslizar sobre as cordas. O resultado é um efeito lamentoso, melancólico, paisagens sonoras em movimento. São raros os músicos mestres disso hoje em dia: Ry Cooder, Derek Trucks e Roy Rogers estão na ponta.

"Em 1982, John Lee Hooker em pessoa me convidou para integrar a banda dele. Fiquei até 1986, e depois voltei para produzir quatro discos dele. John Lee Hooker é um milagre da música, um artista inexplicável. Influenciou Keith Richards, Eric Clapton, Santana, Stevie Ray Vaughan, John Mayall, George Thorogood, Eric Burdon. Gente de todo o espectro da música. Vai ser sempre um mistério, nunca conseguiremos explicá-lo por inteiro", disse Rogers em entrevista por telefone ao Estado, de sua casa em São Francisco, EUA.

Roy Rogers, batizado com esse nome devido ao mítico caubói cantante do cinema, desembarca para o Bourbon Festival Paraty, no litoral carioca, entre os dias 1.º e 3 de junho. Está com 61 anos, e na semana passada promovia na Polônia o disco Translucent Blues, gravado com Ray Manzarek, seu parceiro (e tecladista dos Doors). Rogers já foi indicado para o Grammy duas vezes e seu talento foi registrado no filme The Hot Spot, de 1990, no qual ele toca com Miles Davis, John Lee Hooker e Taj Mahal.

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