Roteiristas nos EUA decidem entrar em greve

O sindicato que representa osroteiristas norte-americanos convocou na sexta-feira uma grevecontra os estúdios de cinema e as empresas de televisão apartir de segunda, o que dá aos envolvidos mais dois dias parabuscar um acordo contra a pior crise em 20 anos na categoria. Venceu nesta semana um contrato de três anos que valia paraos 12 mil membros da Liga dos Escritores da América (WGA). Hámeses o sindicato reivindica uma maior participação dosroteiristas no faturamento de DVDs e na difusão dos programaspela Internet. A comissão negociadora do sindicato foi unânime em sugerira greve durante a agitada assembléia de quinta-feira à noite, eno dia seguinte a direção da WGA ratificou a recomendação. Não há novas conversas marcadas com os estúdios, mas ossindicalistas disseram em entrevista coletiva que ainda hátempo para evitar esse confronto trabalhista potencialmentedevastador para o setor de entretenimento. "Pedimos aos estúdios que voltem e negociem de maneirajusta", disse Michael Winship, presidente da WGA Leste. O sindicato disse que a greve vai começar às 5h desegunda-feira (0h na Costa Oeste dos EUA), e que haverápiquetes em Los Angeles e Nova York. A Aliança de Produtores de Filmes e Televisão, que negociaem nome dos estúdios, disse em nota na noite de quinta-feiranão ter se surpreendido com a convocação de greve. "Estamosprontos para nos encontrar e preparados para fechar estecontrato no fim de semana", disse Nick Counter, presidente dogrupo. A última grande greve de Hollywood foi promovida tambémpela WGA, em 1988, e durou 22 semanas, adiando o início datemporada de TV e custando cerca de meio bilhão de dólares aosetor. O economista Jack Kyser, de Los Angeles, disse que umagreve da mesma duração desta vez provocaria pelo menos 1 bilhãode dólares em prejuízos. Inicialmente, o público pouco notaria a greve, já que osgrandes estúdios têm roteiros em quantidade bastante para o anode 2008 inteiro, e os produtores de séries de TV supostamentejá têm suficientes episódios gravados até janeiro ou fevereiro. Mas os programas do fim de noite, como talk shows, sairiamdo ar quase imediatamente, pois dependem de um fluxopraticamente constante de textos com piadas sobre aatualidade.

STEVE GORMAN E JILL SERJEANT, REUTERS

02 de novembro de 2007 | 20h50

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