Roteiristas de Hollywood voltam a negociar fim da greve

Sindicato apresentou proposta que prevê cota para autores pelos programas distribuídos pela internet

ANSA,

05 de dezembro de 2007 | 12h46

Em greve há 31 dias, a Writers Guild of America (WGA), sindicato dos roteiristas, e e a Alliance of Motion Pictures and Television Producers, que representa os produtores de TV e cinema, voltaram a negociar esta semana. "Conversamos seriamente e, se não fosse pelo hanuka (festa judaica que começa ao pôr-do-sol) acredito que ainda estaríamos ali", disse uma fonte que participou das negociações.  A terça-feira, 4, foi marcada pelas discussões sobre as compensações que os autores televisivos devem receber pelos programas distribuídos pela internet, já que as maiores séries televisivas são transmitidas nos sites dos respectivos canais, com interrupções publicitárias que garantem lucros às emissoras, até agora não compartilhados com os roteiristas. A WGA apresentou uma proposta que prevê uma cota para os autores com aumentos proporcionais ao sucesso de público. As negociações, que se realizam em local não divulgado, recomeçam na manhã desta quarta-feira, 5. "Passaremos a noite estudando a proposta da WGA e não vemos a hora de voltar à mesa de negociações amanhã", disse na terça um representante dos produtores. A WGA está negociando a renovação de um contrato terminado em 31 de outubro. A falta de um acordo provocou o início da greve, em 5 de novembro. A agitação já provocou danos econômicos graves à indústria televisiva, uma das mais promissoras de Hollywood. Filmes televisivos e programas humorísticos tiveram que ser cancelados temporariamente por falta de roteiros e, sobretudo, de autores prontos a corrigir as falas durante as filmagens. As primeiras repercussões atingiram também o mundo do cinema, com produções suspensas, como Anjos e Demônios, seqüência de O Código Da Vinci (2006) que tem Tom Hanks mais uma vez como protagonista. Além dos danos econômicos para o setor, membros das equipes de vários programas foram demitidos pouco depois do início da greve. Jay Leno, estrela de um popular talk show, pagou durante uma semana o salário de 80 operadores demitidos da NBC, canal que transmite seu programa. O mesmo fizeram os colegas David Letterman e Jimmy Kimmel.

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