Ronald Dworkin, filósofo do direito, morre aos 81 em Londres

O filósofo norte-americano do direito Ronald Dworkin, responsável por influentes teorias sobre a lei e a moral na jurisprudência moderna, morreu nesta quinta-feira em Londres aos 81 anos.

Reuters

14 Fevereiro 2013 | 17h33

Sua família disse em nota que o pensador sofria de leucemia. Ele deixa a mulher, dois filhos e dois netos.

Reverenciado por críticos e amigos por seu intelecto agudo e por sua produção prolífica, Dworkin transformou a filosofia do direito ao longo de décadas de carreira ao fazer da igualdade e da dignidade humana os pilares da teoria jurídica em idioma inglês.

Ele é mais conhecido por sua teoria do direito como integridade, segundo a qual as premissas legais são válidas se seguem os princípios da justiça, o que na prática é um estímulo para que os juízes usem considerações morais em seus veredictos.

Militante do Partido Democrata dos Estados Unidos, Dworkin costumava colocar seus dotes de debatedor a serviço de causas como o liberalismo, a igualdade e os direitos humanos.

"Ele é famoso por fazer apresentações aparentemente simples, compostas em frases e parágrafos perfeitos, mas aparentemente apresentadas de improviso, quase sempre sem anotações", escreveu o blog Legal Theory nesta quinta-feira.

O filósofo nasceu em 1931, nos Estados Unidos, estudou em Harvard e Oxford e trabalhou num escritório de advocacia em Nova York antes de se dedicar exclusivamente à carreira acadêmica. Lecionou em Yale, no University College de Londres e na Universidade de Nova York, e também escreveu vários livros e artigos, especialmente para a New York Review of Books.

(Reportagem de Maria Golovnina)

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