Romy é Sissi e vive inferno do ciúme

Um Ratinho Encrenqueiro

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

18 Outubro 2012 | 03h12

15H50 NA GLOBO

(Mouse Hunt). EUA, 1998. Direção de Gore Verbinski, com Nathan Lane, Lee Evans, Christopher Walken, Maury Chaykin, Vicky Lewis, Eric Christmas.

Dois irmãos herdam casa que resolvem demolir, mas um ratinho encrenqueiro, que habita o lugar, vai fazer de tudo para evitar que isso ocorra. O diretor Verbinski mistura elementos e estilos de dois grandes sucessos que assinou - humor e pitadas de horror, como na série Piratas do Caribe, e animação, como em Rango, na criação do roedor. Reprise, colorido, 98 min.

A Marca da Pantera

22 H NA CULTURA

(Cat People). EUA, 1982. Direção de Paul Schrader, com Nastassja Kinski, Malcolm McDowell, John Heard,

Annette O'Toole.

O Clube do Filme mostra o remake que Paul Schrader fez de Sangue de Pantera, clássico de terror de Jacques Tourneur, produzido por Val Lewton em 1942. O original usava de sugestão, Schrader segue uma linha narrativa mais explícita para contar a história de mulher que se transforma em pantera, quando excitada. O elemento psicanalítico estava implícito no filme antigo, mas a nova versão acentua o sexo por meio de um relacionamento incestuoso entre casal de irmãos. Schrader, que esteve há pouco no Brasil, foi roteirista de grandes filmes de Martin Scorsese nos anos 1970 e 80. A emissora anuncia o filme como inédito, mas ele já rodou por outros canais. Colorido, 118 min.

Super Snooper - Um Tira

Genial

23 H NA REDE BRASIL

(Poliziotto Superpiú). EUA/Espanha/

Itália, 1980. Direção de Sergio

Corbucci, com Terence Hill, Woody Woodbury, Ernest Borgnine.

O outro 'Sergio' do spaghetti western pode não ter o prestígio de Leone, mas fez filmes de sucesso como Django. Aqui, o gênero é o policial e o clima, de paródia, por meio da história de tira que é atingido por radiação atômica e adquire superpoderes quando se dirige para missão numa reserva indígena. Terence Hill traz para o papel o humor de seu personagem Trinity. Reprise, colorido, 101 min.

Sissi

4H10 NA REDE BRASIL

(Sissi). Áustria, 1955. Direção de

Ernst Marischka, com Rommy

Schneider, Karl Heim Bohm, Magda Schneider, Uta Franz.

O papel que celebrizou Roy

Schneider, ainda muito jovem. Ela faz a princesa Elizabeth, da Baviera, que acompanha a irmã na festa de noivado dessa última com o imperador Franz Joseph. Mas ele se apaixona por Sissi, faz dela sua imperatriz e a história prosseguiu por mais dois filmes. Romy precisou de muito talento e versatilidade para se libertar da personagem. Fez grandes filmes como mulher adulta, sexy, angustiada. Virou mito - e este ano completaram-se três décadas de sua morte. Em 1973, ela voltou a Sissi, mas aí o diretor era Luchino Visconti e o filme - Ludwig, a Paixão de Um Rei - é um dos testamentos do grande artista. Reprise, colorido, 102 min.

TV Paga

Busca Frenética

22 H NO TCM

(Frenzy). EUA, 1988. Direção de

Roman Polanski, com Harrison Ford, Emmanuelle Seigner, John Mahoney,

O médico Harrison Ford participa de congresso em Paris e leva a mulher, mas uma troca de malas no aeroporto o projeta numa tramas de espionagem, com ramificações no submundo. Emmanuelle Seigner desaparece e Indiana Jones, perdão, Ford tem de resgatá-la. Polanski tem algumas ideias interessantes sobre o falso e o verdadeiro - a Estátua da Liberdade em Paris é original, mas parece fake porque a réplica em Nova York ficou mais famosa - e assim por diante, mas o suspense nunca pega o espectador para valer. Reprise, colorido, 120 min.

Caramuru - A Invenção do

Brasil

22 H NO CANAL BRASIL

Brasil, 2001. Direção de Guel Arraes, com Selton Mello, Camila Pitanga, Débora Bloch, Luis Melo.

A Globo e o diretor Guel Arraes repetem o formato de O Auto da Compadecida, que surgiu como microssérie e teve versão como filme que virou um dos primeiros sucessos da Retomada. Só que A Invenção do Brasil não fez tanto sucesso nos cinemas. Mostra português cuja caravela naufraga na costa brasileira e ele vai parar entre os índios. Mesmo abaixo da expectativa, o programa fez história como primeira produção brasileira captada em vídeo digital de alta definição (HD), numa época em que só se falava do aporte das novas tecnologias. Reprise, colorido, 110 min.

O Inferno de Henri Georges Clouzot

22 H NO TELECINE CULT

(L'Enfer de Henri Georges Clouzot). França, 2005. Direção de Serge

Bromberg, com Bérénice Béjo,

Jacques Gamblin.

Híbrido de documentário e ficção que o diretor Bromberg fez com base em material inédito do filme que o francês Clouzot deixou inacabado. Romy Schneider, num papel mais denso que o de Sissi, e Serge Reggiani formam casal que se destroi pelo ciúme dele. Clouzot criava um filme de vanguarda, investindo na cor e na cenografia para propor um clima alucinado. O filme de Bromberg preenche os vazios do original por meio de cenas filmadas com Bérénice Béjo, a estrela de O Artista. Reprise, colorido, 94 min.

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