Rollins Jr., poderoso no Soldado

Starstruck - Meu Namorado é Uma Superestrela

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2012 | 03h10

16H10 NA GLOBO

(Starstruck). EUA, 2010. Direção de Michael Grossman, com Sterling Knight, Danielle Campbell, Maggie Castle, Brandon Mychal Smith.

Fantasia teen da Disney sobre garota que vive romance com astro pop durante as férias de ambos, mas, ao voltar para Hollywood, ele nega tudo. Veja para saber como o amigo (dele) cresce na parada. Se é telefilme da Disney, tem público (especialmente as meninas). Inédito, colorido, 91 min.

Invictus

22H45 NO SBT

(Invictus). EUA, 2009. Direção de Clint Eastwood, com Morgan Freeman, Matt Damon, Julian Lewis Jones.

Morgan Freeman tem tantas interpretações marcantes em sua carreira que parece inadequado dizer que ele nasceu para interpretar Nelson Mandela, mas é verdade - e ele é melhor do que o filme de Clint Eastwood. Mandela, eleito presidente da África do Sul em 1994, após um longo período de supremacia branca (e apartheid), percebe o valor do esporte - e que a seleção sul-africana de rúgbi é a sua maior chance de unir o país. Matt Damon faz o capitão que leva o time à vitória. O filme é clássico (tradicional?) no formato, mas Clint sabe construir a emoção. Todo o episódio envolvendo o garoto negro que se aproxima dos policiais brancos durante o jogo decisivo é um bom exemplo de (eficiente) construção dramática - e de poder da montagem. Reprise, colorido, 134 min.

Encontro com Lacan

0 H NA CULTURA

(Rendez Vous Chez Lacan). França, 2011. Direção de Gerard Miller.

O encontro do título visa desvendar a intimidade do célebre psicanalista por meio de entrevistas com pacientes, amigos e alunos. Convencido de que os pós-freudianos haviam se desviado de seu mestre, Jacques-Marie Émile Lacan propôs um retorno a Freud. Para isso, se utilizou da linguística de Saussure e da antropologia estrutural de Lévi-Strauss, tornando-se um nome fundamental do estruturalismo. O ensino, para Lacan, foi essencialmente oral, por meio de palestras e seminários. O filme visa reconstituir seu (complexo) pensamento sobre a autonomia da função simbólica que visa a situar o Eu como instância de desconhecimento. Inédito, colorido, 60 min.

TV PAGA

A História de Um Soldado

17H15 NO TCM

(A Soldier's Story). EUA, 1984. Direção de Norman Jewison, com Howard E. Rollins Jr., Adolph Caesar, Dennis

Lipscomb, Denzel Washington, Patti LaBelle, Art Evans, Wings Hauser.

Charles Fuller baseou-se em Herman Melville (Billy Budd) para escrever sua peça vencedora do Pulitzer, que foi um grande êxito da Negro Ensemble Company - e que o diretor Jewison transpôs para o cinema com quase todo o elenco original. Oficial (negro) chega a base militar do Sul dos EUA, nos anos 1940, para investigar o assassinato de sargento (também negro). Há suspeita de que o crime tenha sido cometido por brancos, mas a peça e o filme tratam do racismo dos afro-americanos entre eles. Talvez o melhor filme de Jewison, que já abordara o racismo em No Calor da Noite (e voltaria a ele em Um Violinista no Telhado). Sólido, benfeito, muito bem interpretado. Howard E. Rollins Jr. é poderoso, mas quem virou astro foi Denzel Washington. O mistério, maior que qualquer outro no filme, talvez tenha uma explicação até simples - aqui e no anterior Na Época do Ragtime, Rollins Jr. criou personagens que apontavam o dedo acusador contra a sociedade (dos brancos e dos negros), e isso não o tornava simpático para ninguém. E, depois, o próprio nome não ajudava. Quem consegue guardar Howard E. Rollins Jr.? Billy Budd, a versão de Peter Ustinov, foi lançada em DVD, se você quiser comparar. Reprise, colorido, 101 min.

A Força do Destino

22 H NO TCM

(An Officer and a Gentleman). EUA, 1982. Direção de Taylor Hackford,

com Richard Gere, Debra Winger, David Keith, Louis Gossett Jr., Robert Loggia, David Caruso.

Aqui, você entende perfeitamente porque Richard Gere já era um astro - há 30 anos! Ele faz sujeito sem horizontes que entra para a Marinha na expectativa de criar um rumo na vida, Debra Winger é a garçonete que sonha com um príncipe encantado e acha que pode investir nele. O diretor Hackford camufla o formato tradicional de sua love story com cenas de sexo e diálogo recheado de palavrões - duas coisas impensáveis na velha Hollywood, mas fora isso é cinema à moda antiga. Oscars de canção (Up Where We Belong) e ator coadjuvante (para Louis Gossett Jr., como o sargento durão). Reprise, colorido, 125 min.

Amor à Primeira Vista

0 H NO TELECINE CULT

(Falling in Love). EUA, 1984. Direção de Ulu Grosbard, com Robert De Niro, Meryl Streep, Harvey Keitel.

Robert De Niro e Meryl Streep encontram-se todo dia no trem urbano. Embora casados, experimentam o sentimento do título. Chegado aos psicologismos, o diretor Grosbard faz aqui o seu Desencanto, baseado no clássico de David Lean, mas o que o espectador retém do filme é o elenco. De Niro e, especialmente, Meryl, no papel de gente como a gente, são verossímeis - e encantadores. Reprise, colorido, 106 min.

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