Rogério Gallo assina contrato com a Band

Após uma conturbada saída da Superintendência de Programação Artística da RedeTV!, em outubro de 2000, o diretor Rogério Gallo assinou contrato com a Band na semana passada, quando passou a responder pela Direção de Criação da emissora, responsável por todo o conteúdo e qualidade artística dos programas e novos projetos. Sua demissão na RedeTV! ocorreu porque a diretoria da casa alegou não ter sido informada por ele sobre a ida de sua namorada, Adriane Galisteu, ex-apresentadora do Superpop, contratada pela Record para comandar o diário É Show.Inconformado com a atitude da direção da emissora, Gallo resolveu procurar seus direitos na Justiça e contratou os serviços de dois conceituados escritórios de advocacia de São Paulo. "Estou assessorado pelos escritórios da dra. Gilda Figueiredo Ferraz e dr. Samuel McDowell. Agora estou aguardando a decisão da Justiça", avisa o diretor, lembrando que ao se desligar da emissora, não recebeu seus direitos trabalhistas. "A questão deixou de ser algo do campo emocional e se tornou algo prático e objetivo: eles me devem dinheiro e eu quero que paguem", ressalta Gallo, lembrando que a quantia gira em torno de R$ 5 milhões, referentes à multa rescisória, salários atrasados, pendências trabalhistas, além de danos morais. "Fizeram um massacre na imprensa contra mim. Estou provando que foi algo injusto e que eles tinham conhecimento da negociação que a Adriane estava fazendo com a Record", garante Gallo. Problemas à parte, o diretor garante que mantém um carinho especial pela emissora, que ajudou a implantar a partir da falência da extinta Manchete. "Me sinto um pouco o pai da RedeTv!, assim como da MTV, que implantei no Brasil. Tive duas oportunidades raras na profissão, que foi implantar do zero duas emissoras de televisão. Na época da MTV, não tínhamos nem o prédio, e da RedeTV! comecei quando só ía pro ar o telemarketing", lembra. Superpositivo e Território Livre - Com muito trabalho pela frente, Gallo garante que não lhe foi encomendado nenhum projeto urgente por parte da direção da emissora. "Não dá para priorizar um programa em relação a outro, porque todos têm segmentos diferentes e merecem atenção especial, mas no momento, acredito que tanto o Superpositivo, quanto o Território Livre, têm muito mais potencial do que estão apresentando. Acredito que vamos começar por essas duas atrações, com as quais já tive uma conversa com os apresentadores e a produção", adianta o diretor. "A grade da Band é bastante consolidada, o que é preciso é dar uma turbinada nos produtos que já estão no ar, para depois poder pensar em novas atrações."

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