Rodrigo Santoro atua em três filmes no Festival do Rio

Rodrigo Santoro participa de diferentes seções do Festival do Rio 2012 com nada menos que três filmes - e dois deles se passam durante a Guerra Civil Espanhola. O primeiro já teve sua sessão de gala, no domingo - "Encontrarás Dragões - Segredos da Paixão", de Roland Joffé. O próximo será "Hemingway & Gelhorn", de Philip Kaufman e Rodrigo ainda empresta sua voz a personagens de "Uma História de Amor e Fúria", animação de Luiz Bolognesi que faz história ao concorrer na Première Brasil.

AE, Agência Estado

02 Outubro 2012 | 10h09

Num breve encontro com a reportagem, Rodrigo disse que já estava trabalhando com Carlos Saldanha em "Rio 2", mas sua participação em "Uma História de Amor e Fúria" é muito especial - "Luiz me chamou para dar humanidade a seus personagens nos desenhos, o que foi muito bacana. E eu tenho um carinho muito grande por Laís Bodanzky e por ele. Afinal, foi Bicho de Sete Cabeças, que fiz com os dois, que marcou a virada da minha carreira, e da minha vida".

Quanto aos dois filmes sobre a Guerra Civil na Espanha, Rodrigo conta que conhecia do assunto apenas o que havia aprendido na escola. Mas ele fez sua lição de casa. "Fui à biblioteca do Instituto Cervantes, aqui no Rio, e pesquisei o máximo que podia do assunto." Joffé e Kaufman, segundo ele, são diretores old school, que filmam num estilo clássico. Foram experiências distintas mas enriquecedoras. "Queria muito filmar com Philip, a quem admiro como roteirista e diretor. Roland foi especial - um dia antes de filmarmos minha grande cena em Enfrentarás Dragões, ele me pegou de carro e me levou a uma locação. Disse o que ia ocorrer ali no dia seguinte com o meu personagem (NR - um desfecho altamente dramático) e me deixou sozinho, para que eu me impregnasse da cena e a construísse no meu imaginário."

O festival vive nesta terça-feira um de seus momentos de maior expectativa. Leos Carax vem mostrar "Holy Motors", seu longa que concorreu em Cannes - e virou o queridinho de "Cahiers du Cinéma". Boa parte do filme de Carax passa-se dentro de uma limusine - como o "Cosmópolis" de David Cronenberg. Carax dará entrevistas no Rio? Em Cannes, à maneira de um Terrence Malick, ele passou o tempo fugindo da imprensa.

Entre 427 títulos - em 40 locais de exibição -, não faltam bons filmes. Um desses bons programas é "Moonrise Kingdom", a fantasia pré-adolescente de Wes Anderson que havia inaugurado Cannes, em maio. Na maratona da Côte d?Azur, "Moonrise" passou meio despercebido. No Rio, conquistou a plateia jovem - e veteranos que se encantam com seu visual. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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