Rodrigo Rodrigues tira o pó da chuteira

Ex-repórter do Vitrine fala sobre sua primeira semana à frente do Bate-Bola, na ESPN Brasil

Etienne Jacintho, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2011 | 00h00

Rodrigo Rodrigues completa hoje uma semana no ar na ESPN Brasil. Tempo em que tem colocado em ação seu "plano B": falar sobre futebol na TV. Após seis anos de TV Cultura, o ex-repórter do Vitrine fala ao Estado que, antes de se apaixonar por música - e fundar a banda Soundtrackers -, teve um namoro de anos com o futebol.

"Até meus 18 anos levei o futebol muito a sério, pensava em ser profissional", conta o carioca, que tinha bastante intimidade com o universo da bola. "Meu tio, Gilson Nunes, foi jogador e técnico até da seleção brasileira sub-20." Foi, em parte, por causa do tio ilustre que o diretor da ESPN Brasil, José Trajano, desafiou o repórter de cultura a mudar de rumo. "Meu tio foi técnico do América e Trajano é americano. Ele sabia dessa minha história e eu já tinha feito muita reportagem de bastidores na ESPN para o Vitrine", diz.

Oficialmente, o novo Bate-Bola estreia na próxima segunda-feira, dia 31, com novo cenário, que inclui o videowall usado pelo canal durante a Copa da África. A bancada também vai embora para dar espaço a mesas altas com banquetas. O laptop vai ser aposentado e Rodrigues terá a companhia de um iPad, além de outros recursos tecnológicos.

Rodrigues, porém, assumiu o programa - apresentado por Edu Elias, que foi para o RockGol, da MTV -antes do lançamento para se acostumar à mudança e fazer com que o público também se habitue. "Uma coisa é gostar de esporte e outra é mergulhar nesse universo", fala o jornalista, ciente de que é preciso mais do que paixão para acertar o ritmo.

"Desde o dia 20 de dezembro, quando surgiu o convite, tenho visto todos os canais de esporte. Passei a ler os jornais especializados, sites e conversado com os profissionais aqui da ESPN", comenta. "No ar, tento distribuir os assuntos para os comentaristas e só me meto na conversa quando estou seguro do que estou dizendo. Tenho uma cultura futebolística boa, só estou enferrujado." Rodrigues sabe que, para se dar bem, precisa agir como um meio-campista e tratar da condução do jogo. "Está sendo divertido. Rola uma oxigenação para o programa e para mim."

Para Rodrigues, passar de temas de cultura para o esporte não é o principal desafio. Difícil é fazer um programa diário, em estúdio e ao vivo. "Estava há dois anos sem filmar em estúdio e há quatro sem gravar ao vivo", lembra. "No Vitrine, fazia mais trabalho de reportagem que de apresentador."

Para não perder as fontes e o faro, Rodrigues fará reportagens culturais para programas da casa como o Pontapé Inicial, comandado pelo próprio Trajano.

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