Robert Plant faz dois concorridos shows em São Paulo

Quando sua voz ressoou pela primeira vez em um show do Led Zeppelin, nos anos 1960, o rock entrou em convulsão (da qual nunca mais saiu). Só por seu protagonismo histórico, contribuição que se inicia em 1966, o britânico Robert Anthony Plant, 64 anos, já mereceria todas as reverências. Mas ele nunca parou de buscar sua motivação, embora tenha deixado há muito de exibir a potência vocal que o celebrizou.

AE, Agência Estado

22 Outubro 2012 | 10h10

O atual grupo com que Plant chega e que leva consigo a 6 cidades brasileiras é o The Sensational Space Shifters. É o sucessor da não menos sofisticada Band of Joy, que ele manteve até 2011 (e que incluía luminares da música, como Buddy Miller, Patty Griffin, Marco Govino). Band of Joy era a reedição de seu primeiro grupo, com John Bonham. Plant prossegue no mergulho naquilo que se costuma chamar de "americana roots", e que inclui "uma infusão fundamental de blues, gospel e psicodelia inspirada pelas raízes musicais do Mississippi, dos Apalaches, de Gâmbia, de Bristol e das quebradas de Wolverhampton, delineados por uma vida de significado e viagem", como ele mesmo define.

Com seus companheiros atuais da banda The Sensational Space Shifters (o guitarrista Justin Adams, o tocador de ritti Juldeh Camara, o baixista Billy Fuller, o baterista e percussionista Dave Smith, o tecladista Johnny Baggott, que vem do Massive Attack, e o guitarrista Liam Tyson), Plant continua se dedicando à tarefa de reencontrar sua pulsão fundamental.

Quem conhece o Led Zeppelin sabe que o combustível que queimou em sua breve passagem pelo planeta foi o blues. Há uma semana, durante coletiva em Nova York, Robert Plant explicou - e ele faz o mesmo durante o filme "Celebration Day", que mostra performance de reunião da banda em 2007 - que o Led Zeppelin se "apropriou" de blues clássicos em diversos pontos de sua carreira, como em "Trampled Under Foot" (que se alimenta de "Terraplane Blues", de Robert Johnson, marco do gênero) e "Nobody?s Fault But Mine" (alicerçada em "It?s Nobody?s Fault But Mine", de Blind Willie Johnson).

Em seu show com The Sensational Space Shifters, Plant dá uma palhinha do repertório que todo mundo quer ouvir, o do Led Zeppelin, arriscando-se de vez em quando em "Black Dog" e "Whole Lotta Love", além de canções de Howlin'' Wolf, Bukka White, Willie Dixon e outros.

Devido à enorme procura pelo show de Plant, a XYZ Live anunciou um segundo concerto em São Paulo, nesta terça, também quase cheio. Ele começou a turnê pelo Rio, na última quinta-feira. Foi a Belo Horizonte no sábado. Segunda e terça é hora de São Paulo, no Espaço das Américas. Quinta, Brasília (Ginásio Nilson Nelson); Curitiba no dia 27 (Teatro Guaíra) e Porto Alegre no dia 29 (Gigantinho). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

ROBERT PLANT

Espaço das Américas (Rua Tagipuru, 795, Barra Funda). Segunda e terça, às 22 h (abertura dos portões, às 18h30). R$ 120/ R$ 400 - www.livpass.com.br.

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