Roa Bastos e Saer falam aos leitores brasileiros

O exílio marcou profundamente a obra dos escritores Augusto Roa Bastos e Juan José Saer. O paraguaio Roa Bastos foi obrigado a viver 66 de seus 85 anos em outros países por conta das ditaduras militares, algo semelhante ao argentino Saer, que vive em Paris desde 1968. Ambos souberam, porém, transformar o sofrimento na busca da verdade profunda dos fatos por meio das palavras. Considerados dois dos maiores escritores latino-americanos contemporâneos, Roa Bastos e Saer conversam hoje com o público brasileiro.Augusto Roa Bastos está em São Paulo, onde lança e autografa, a partir das 20 horas, o romance Vigília do Almirante (Edições Mirabilia, 304 páginas, R$ 35), no Finnegan´s Pub (Rua Cristiano Viana, 358), em que conta a aventurosa viagem de Cristóvão Colombo e sua descoberta do Novo Mundo. Como está com a saúde sob cuidados, ele veio acompanhado de seu cardiologista. Já Juan José Saer está no Rio, onde inaugura, a partir das 18h30, a série Vanguardas Literárias da América Latina, no Centro Cultural Banco do Brasil, ao lado de Jorge Schwartz.Tanto o paraguaio como o argentino construíram uma obra intimamente influenciada pela história de seus países, mas não se interessaram em escrever romances históricos - para eles, a literatura simplesmente constrói uma visão do passado que é própria do observador e não diz respeito a nenhum fato concreto.

Agencia Estado,

24 de junho de 2003 | 12h06

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