Divulgação
Divulgação

Rita Gullo faz dueto com Chico Buarque em seu 1º CD

Filha do escritor Ignácio de Loyola Brandão, ela sempre escutou bossa nova, jazz e ópera em casa

AE, Agência Estado

12 Abril 2011 | 11h01

Aos 27 anos, a paulistana Rita Gullo é dona de uma voz suave e melodiosa. De formação lírica e formada em história, na PUC de São Paulo, ela acabou de lançar seu primeiro trabalho autoral, batizado de Rita Gullo. Filha do escritor Ignácio de Loyola Brandão, a moça sempre escutou bossa nova, jazz e ópera em casa. Ou seja, a bagagem musical vem de berço. "Eu me formei em história. Depois, resolvi fazer teatro e trabalhar com isso. Agora, entrei para a música", diz. "Sempre cantei e tive esse mundo muito próximo, mas não profissionalmente".

Além disso, para coroar o disco, ela contou com a participação especial de Chico Buarque, na canção A Mulher de Cada Porto, composta por Chico em parceria com Edu Lobo, gravada nos 80 por Gal Costa. "A canção já estava escolhida e a música era um dueto. Meu pai é conhecido do Chico e tem uma proximidade com ele. Fiz o pedido e ele aceitou na hora. Foi muito gentil da parte dele".

O trabalho de Rita, no entanto, está mais para a MPB do que para um samba ou bossa nova. As canções trazem arranjos sofisticados que exploram um lado mais intimista da cantora. Há canções em que ela canta em espanhol, como Sueño con Serpientes, de Silvio Rodriguez, e Era de Amar, de Jorge Drexler. E também em inglês, como Each And Everyone, dos britânicos Everything but the Girl. "O Drexler é um compositor popular no Brasil", destaca, referindo-se ao cantor uruguaio.

Não há no disco nenhuma composição própria de Rita. Em compensação, o repertório traz canções de autores como Caetano Veloso, Dorival Caymmi, Lenine, Milton Nascimento e Gilberto Gil. Todas as músicas são interpretadas pela afinada voz de Rita, cujos estudos vocais foram iniciados com a cantora lírica Leila Farah. "Esses compositores são todos que eu costumo escutar desde criança. Tenho um vínculo com música brasileira, porque minha mãe e meus pais sempre gostaram muito", diz ela. "Até hoje, eu não compus nada que valesse a pena ser gravado". As informações são do Jornal da Tarde.

Mais conteúdo sobre:
música Rita Gullo Chico Buarque

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.