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Rir é o melhor negócio

Bilheterias recentes revelam força das comédias nacionais na divisão do mercado brasileiro de exibições

Flavia Guerra, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2011 | 00h00

"Levar a vida a sério é a maior roubada", diz o filme Não se Preocupe, Nada Vai Dar Certo. E os produtores de cinema brasileiros estão levando a sério o conselho. Sem trocadilhos, pois sério, e certo, é que cada vez mais a comédia nacional conquista seu devido espaço no mercado nacional.

Em tempos em que Se Fosse Você (1 e 2, de 2006 e 2009) foram vistos no cinema por quase dez milhões de pessoas, pode ter cheiro de reprise dizer que a comédia brasileira afirma (ou retoma) seu espaço no competitivo território do market share (a ocupação das salas e do mercado) brasileiro. Mas em um ano como 2011, no qual, somente no primeiro semestre, mais de 7 milhões foram ao cinema ver quatro comédias nacionais, a estreia amanhã de Onde Está a Felicidade? coroa 2011 como "O Ano da Comédia".

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link Cilada.com soma 2, 8 milhões de espectadores

É fato que 2009 já havia sido um ano de ouro, com a trinca A Mulher Invisível, Os Normais 2, Divã e Se Eu Fosse Você 2, mas o que se destaca nesta nova safra é a continuação e a variedade da produtividade. Depois de um inexpressivo 2010, em que Tropa de Elite 2 reinou nas salas, 2011 começou com De Pernas Para o Ar (3,5 milhões) e Muita Calma Nessa Hora (1,4 milhão); seguiu com Qualquer Gato Vira-Lata (1,2 milhão) , Cilada.com (2,8 milhões), Não Se Preocupe, Nada Vai dar Certo (200 mil); e prossegue amanhã com Onde Está a Felicidade?. "Os números ainda podem crescer. Não Se Preocupe e Cilada.com ainda estão em cartaz. O Felicidade é incógnita, mas estamos otimistas. Ganhou o prêmio do público no Festival de Paulínia, que foi uma surpresa linda", diz Carlos Eduardo Rodrigues, diretor da Globo Filmes, coprodutora do filme dirigido por Carlos Alberto Riccelli e escrito e estrelado por Bruna Lombardi.

Interessante é observar que em geral o cinema nacional deixava junho e julho, os meses das férias, para que o cinema estrangeiro ocupasse as salas neste período estratégico. Cadu acrescenta: "Só o Renato Aragão ousava enfrentar o cinema americano nas férias. Neste ano, isso mudou. O Gato, Cilada e Assalto ao Banco Central fizeram frente à competição e tiveram tanto público quanto qualquer filme internacional." E mais vem por aí. Em breve chegam às telas O Homem do Futuro, de Claudio Torres, e Família Vende Tudo, de Alain Fresnot.

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