Rio vira capital da dança a partir de hoje

A partir desta quinta-feira o Rio de Janeiro se transforma no centro da dança contemporânea. Durante os 11 dias da 12.ª edição do Panorama RioArte de Dança, o público poderá conferir o que já se tornou uma marca: a diversidade artística e a vanguarda em cena. Sob a curadoria de Lia Rodrigues e Roberto Pereira, com apoio da Prefeitura, o evento tornou-se uma referência para os amantes da dança. "São 12 anos de resistência. Creio que o Panorama amadureceu, tanto na sua estrutura artística como na de produção", diz Lia Rodrigues. "Esta edição está mais centrada na produção carioca, driblando as dificuldades causadas pela ausência de uma política pública que permita a circulação de companhias. Está muito caro trazer grupos de outros Estados", afirma. Entre os destaques da programação nacional estão os solos de Adriana Banana, de Belo Horizonte, o jovem Lakka, de Uberlândia e o dinamarquês radicado no Recife Peter Diez, acompanhado do músico Siba, do grupo Mestre Ambrósio. A noite do hip hop organizada pelo coreógrafo Bruno Beltrão promete surpreender. Como nas edições anteriores, a programação internacional é instigante. Em parceria com a Aliança Francesa, a badalada Maguy Marin apresenta o espetáculo Les Applaudissements ne se Mangent Pás e Alain Buffard brinca com o corpos e as estranhas formas que eles podem adquirir em INtime/EXtime e More et Encore. O Grupo Raiz de Polon, de Cabo Verde, e os solos das portuguesas Sônia Baptista e Tânia Carvalho dão continuidade ao intercâmbio com o festival Danças na Cidade de Lisboa. Já as performances da alemã Angie Hiesl prometem agitar a cidade. Angie propõe um diálogo entre a arquitetura e a arte - pessoas idosas lêem jornal sentadas em uma confortável poltrona em plena praça Tiradentes, presas às paredes de prédios históricos.

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