Rio rende tributo a Lamartine Babo

O diretor teatral Antônio de Bonis (Dolores, Atlântida) considera Lamartine Babo seu amuleto de sorte, pois seu primeiro espetáculo, em 1989, foi sobre a obra do compositor carioca e deu início a uma bem-sucedida carreira. Por isso, ao inaugurar hoje sua gestão no Teatro Ziembinski, ele reuniu atores e cantores com quem já trabalhou, num espetáculo sobre o autor de marchinhas imortais (Linda Morena, O Teu Cabelo não Nega, etc.) e dos hinos dos clubes cariocas. Afinal, o teatro fica na Tijuca, bairro da zona norte onde Babo nasceu em 1904 e viveu até morrer, em 1963. "Pretendo celebrar seu centenário no ano que vem, mas agora quero lembrar os 40 anos de sua morte, que se completaram em junho. E vou também homenagear os profissionais de teatro que não aparecem. Mostrar ao público que nossa atividade gera muitos empregos", explica de Bonis, que comanda uma equipe fixa de 20 pessoas, entre operadores de luz e som, maquinistas, iluminadores, contra-regras e camareiros. "Os papéis vão se inverter. Eles estarão no palco operando suas máquinas e os atores farão os papéis deles. Pedro Paulo Rangel será o porteiro, Cláudia Gimenez, a baleira, Maria Padilha, a lanterninha.Miguel Falabella cantará o hino do Vasco, enquanto Tuca Andrada ficará com o do Fluminense. Vera Holtz, que estreou no Rio em 1989, com Lamartine para Inglês Ver, cantará Rancho Fundo (parceria com Ary Barroso) e Marcelo Viana (neto de Pixinguinha, ator e cantor) virá com o samba Foi Ela.Carioca típico, Babo foi profissional completo do show biz. Compunha letra e música, bolava os arranjos (sem ter estudado música), escrevia para teatro e rádio e, por vezes, atuava nos espetáculos. Num tempo em que música se lançava no teatro de revista ou em filmes de chanchada. E ainda foi um inventores da marchinha de carnaval, além de compor os hinos dos clubes cariocas.

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