Rio ganha o novo centro cultural Solar Botafogo

Nesta terça-feira, o Rio ganha um novo centro cultural, o Solar Botafogo, no bairro que lhe dá nome (zona sul), que passa por uma revitalização urbana. O novo espaço tem sala de espetáculos para 200 pessoas, com projeto de J. Serroni e José Dias, café concerto e uma galeria de arte vertical, que terá curadoria de Scarlet Moon de Chevalier e será inaugurada com uma coletiva de três atores/pintores: Taumaturgo Ferreira, Guilherme Leme e Analu Prestes. Nos bastidores há também salas para ensaios e cursos e a culinária de Denise Benoliel, mestra em coquetéis, jantares e festas da cidade.O Solar Botafogo é um sonho antigo de Cláudia Lira e Leonardo Franco, atores que se conheceram quando encenavam "Engraçadinha" (ela no papel título), se apaixonaram e juntaram tudo que tinham na reforma de um casarão do século 19, onde colocaram o que há de mais moderno em artes cênicas. "Não tivemos patrocínio para a construção, mas contamos com empresas e profissionais que acreditaram no nosso projeto", diz Cláudia Lira, que está prestes a dar à luz Valentina, primeira filha do casal. "Por isso, vamos adiar a inauguração do teatro para janeiro, com Campo de Provas, texto inédito de Aimar Labaki."Os apoios de que Cláudia fala vieram de empresas de luz, som e refrigeração de espaços públicos, da Funarte, que forneceu equipamentos, e de um pool de arquitetos (Chico Gouvêa, Caco Borges, Flávia Santoro, entre outros) que se dividiram na organização dos espaços internos. "Vamos é manter a casa aberta o dia inteiro, a todo tipo de programação cultural, shows, palestras, cursos, além de espetáculos de teatro, é claro", diz Leonardo. ´O primeiro curso será Construindo um Teatro, em que os nossos parceiros e eu vamos contar como conseguimos chegar a este resultado.´O casarão fica entre o Teatro Poeira (de Marieta Severo e Andréa Beltrão), os cinemas da rede Estação e o metrô e próximo a restaurantes, bares e muitos prédios de classe média alta recém-construídos no bairro, que entrou em processo de revitalização no início desta década. Há pelo menos quatro anos Cláudia e Leonardo batalham para construir o centro cultural. "Nunca duvidamos de que teríamos nosso teatro", comemora Cláudia.

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