Riffs de gente grande por uma trupe imberbe

Não é sempre que uma banda de garagem toma um banho de produção sem perder a espontaneidade do primeiro disco. O Smith Westerns é um caso clássico. Auxiliados pelo produtor Chris Cody, dos Yeah Yeah Yeahs e Beach House, o grupo de Chicago lapidou sua pedreira de glam rock, punk e pop anos 60 a ponto de bala em Dye It Blonde. Os vocais de Cullen Omori (foto) se desembaçaram, revelando devaneios de paixão adolescente como o tema central. Os riffs de Max Kakacek, influenciados por Marc Bolan e outros guitarristas pós-hendrixianos, estão certeiros, tocados com a convicção de um veterano das seis cordas. Essa maturidade é o que mais impressiona no som da banda: Omori e companhia mal chegaram aos 20 mas tocam firme, como se tivessem pulado as incertezas da adolescência e soubessem exatamente o que querem. Isso coloca o Smith Westerns entre as melhores dessa recente safra de bandas que se norteia pela década de 60.

ROBERTO NASCIMENTO, O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2011 | 00h00

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