Richard Gere é repórter de guerra em filme de Marco Müller

'The Hunting Party' retrata a busca por criminosos da guerra civil entre a Sérvia e a Bósnia

Ansa,

07 de setembro de 2003 | 20h42

Chega às telas do festival de Veneza, entre denúncia e ironia, o terceiro filme de guerra do evento, após Redacted e In the Valley of Elah. Trata-se de The Hunting Party, exibido fora de competição, escrito e dirigido pelo nova-iorquino Richard Shepard, diretor de "O Matador (2005), e dirigido por Marco Müller. Diferente dos dois primeiros, que são um soco no estômago pelo modo como tratam a política externa norte-americana e o desastre da guerra no Iraque, The Hunting Party é focado na Europa, exatamente nos criminosos da guerra civil entre a Sérvia e a Bósnia, Radovan Karadzic e Ratko Mladic, que (essa é a tese do filme) não são realmente procurados. E assim até a CIA é enganada, já que, sabendo onde estão os criminosos, deixa-os escapar por vontade não declarada do governo norte-americano e com a conivência das autoridades sérvias. No filme é insinuada também uma história similar em relação a Bin Laden. A história se desenrola no ano 2000, cinco anos antes do fim da guerra. O repórter de guerra Simon Hunt (Richard Gere) e o cinegrafista Duck (Terence Howard), que trabalharam nas zonas de guerra mais quentes, da Bósnia ao Iraque, levando para casa mais de um Emmy, se reencontram após muito tempo. Simon havia saído de cena após ter perdido o controle durante uma transmissão de TV de um território bósnio. Quando os dois se encontram em Sarajevo com Benjamin, repórter novato filho do vice-diretor da rede, Simon faz uma proposta ao seu velho amigo, que no fundo sente saudades da adrenalina da guerra. Um verdadeiro furo mundial: sabe onde se pode encontrar o criminoso mais procurado da Bósnia, Volpe (interpretado por um sósia de Karadzic). Os três se jogam em uma perigosa aventura que os levará ao interior de um território hostil para obter o furo de suas vidas e muito mais. O filme, que começa com a frase "somente os particulares mais inacreditáveis desta história não são verdadeiros", é inspirado em uma história real, publicada pela revista Esquire.

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